O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Bauru (Sindtran) solicitou ao prefeito Nilson Costa (PTB) todo esforço para fiscalizar a eventual operação de vans clandestinas em Bauru. Elias Pinheiro da Silva, presidente do sindicato, ressalta que esse tipo de transporte, além de não garantir os direitos trabalhistas dos funcionários, pode causar prejuízo à sociedade.
“Causará prejuízo porque não oferece ao usuário nenhum tipo de segurança, caso ocorra um acidente por exemplo, e só opera em horário de pico, em linhas de maior demanda”, frisa Silva. Ele afirma que a atuação de vans clandestinas pode causar mais problemas a médio prazo. “Se reduzir o número de passageiros dos ônibus, os motoristas e cobradores podem perder o emprego. Os usuários, por outro lado, vão contar com uma frota menor ou pagar mais pela passagem”, projeta.
O presidente do Sindtran conta que em Americana, Curitiba e Piracicaba a operação das vans clandestinas foi impedida pela ação do poder público municipal, que fiscalizou com rigor. “Entramos em contato com o prefeito e recebemos, através da assessoria dele, a informação de que havia solicitado à Emdurb que tomasse todas as medidas cabíveis para reprimir as vans. Esperamos que o prefeito realmente tenha austeridade, firmeza, determinação e responsabilidade com os usuários e os 1.100 trabalhadores no sistema hoje”, cobra.
Além de receber denúncias anônimas de que vans estariam para entrar em operação em Bauru, o sindicato foi procurado por ex-funcionários do sistema de transporte coletivo que contaram ter recebido proposta para trabalhar no sistema alternativo.
O Sindtran, segundo Silva, tem orientado os trabalhadores a recusar a oferta de emprego. “Além de não ter direitos trabalhistas como férias, décimo terceiro e Previdência, em Campinas, por exemplo, ocorreram várias mortes por conta de vans clandestinas”, ressalta.