Tribuna do Leitor

Ensino de qualidade


| Tempo de leitura: 1 min

Como ex-aluno da USP (Politécnica), Unesp (engenharia agronômica - Botucatu), ex-diretor da UEE, delegado da UNE, militante da resistência contra a ditadura militar e exilado político, sei muito bem o que representa a luta pela qualidade de ensino no Brasil. O direito de greve encerra-se quando atinge em cheio a grande maioria da população. Esta ferramenta hoje, como no passado, se processa com o aparelhismo político-ideológico de enfrentamento com o comando das universidades e em conseqüência com o poder do Estado. Reafirmo que a atual greve é dos professores, não dos alunos/funcionários, pois a capacidade de mobilização daqueles é muito superior. São as táticas e estratégias funcionando simultaneamente. O movimento grevista está isolado da sociedade, tal qual as ações que participei nos anos 60 e 70. Sem esta análise e junto com o aparelhismo reinante, faz-se greve por greve, pior ainda, pratica-se um grevismo inconseqüente em prejuízo de quem paga impostos com a finalidade de se manter o ensino público gratuito de qualidade e deixar as universidades particulares para as camadas abastadas da sociedade, que por sinal constituem-se na maioria dos freqüentadores da USP/Unesp/Unicamp. Chega de sofismas! Fim! (Lineu Roberto Souza - 5813779

Comentários

Comentários