Regional

Pedidos de impugnações chegam a 34

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga - Depois da correria aos cartórios eleitorais para registrar as candidaturas a prefeito, vice e vereadores seguiu-se uma outra contestando algumas.

Um levantamento feito pela reportagem em dez cartórios da região, que representam cerca de 18 municípios, constatou a existência de 34 pedidos de impugnação.

Em Piratininga (13 quilômetros a sudoeste de Bauru), foram três. Todos protocolados pela coligação “Ação e Trabalho”, que reúne os partidos PTB, PL, PSB e PP. Os pedidos foram protocolados na última sexta-feira.

Um é contra a candidatura da ex-vereadora Maria do Carmo Soares Mendes, que concorre a vice-prefeita na chapa encabeçada por Mauro Martinão. Ambos pertencem à coligação “Piratininga Democrática”, formada pelo PSDB, PMDB, PFL e PPS.

Os outros dois pedidos são contra as candidaturas de Vanderlei Faria de Morais e de Argemiro Parizoto. Ambos concorrem à reeleição como vereadores pela mesma coligação da candidata a vice-prefeita.

Maria do Carmo e Morais estão tendo as candidaturas contestadas porque ambos, enquanto presidentes da Câmara, tiveram as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), segundo denúncia da coligação “Ação e Trabalho”.

Morais rebate a acusação e diz que as contas de 2001, quando era presidente da Câmara, teriam sido aprovadas com ressalvas. Ele disse ontem que ainda não havia sido notificado pelo Cartório Eleitoral e que a notícia era uma surpresa.

Da mesma forma, Parizoto também não sabia até o fim da tarde de ontem que sua candidatura corre risco de ser anulada pela Justiça Eleitoral.

No caso dele, a impugnação foi solicitada pelo fato de não ter se desligado da Vila Vicentina, da qual é presidente. Por receber verba pública para gerir parte dos gastos da instituição, Parizoto estaria inelegível na avaliação da coligação adversária.

O vereador, que tenta o quinto mandato, reconheceu que a instituição recebe verba pública, mas que isso nunca o havia impedido de participar e ganhar as eleições. Mas também nunca havia enfrentado um pedido de impugnação.

Ele disse que chegou a conversar com a diretoria da Vila Vicentina para discutir seu afastamento, mas como nunca teve problemas com isso decidiu continuar na presidência. Parizoto ocupa cargos na diretoria há cerca de 20 anos.

“Se é assim, o prefeito também deveria ser impedido (de concorrer) porque ele trabalha com verba pública”, opinou o vereador.

Odail Falqueiro (PTB), prefeito da cidade, concorre à reeleição pela coligação que apresentou os pedidos de impugnação na sexta-feira passada. A reportagem não consegui localizar a ex-vereadora Maria do Carmo para comentar o assunto.

Segundo a denúncia, ela teria tido as contas da Câmara de 2000, quando era presidente, também rejeitadas pelo TCE. Quando isso ocorre, a legislação determina que o responsável pelas contas deve permanecer cinco anos inelegível.

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