Desde o dia 11 deste mês, 56 postos de combustíveis de um total de 104 ativos em Bauru estão participando de uma campanha educativa que tem como principais objetivos moralizar o setor e orientar o público consumidor sobre os seus direitos na hora de abastecer o veículo. A campanha tem o apoio do Procon e, inicialmente, tem previsão para ser realizada durante três meses. Se a adesão aumentar, poderá ser prolongada.
Intitulada “Combustível: tirando dúvidas”, a campanha foi idealizada por um grupo de donos de postos preocupados com as constantes divulgações na mídia em geral sobre adulteração de combustíveis. Nos postos que aderiram à iniciativa, os frentistas estão usando um colete preto com o selo da campanha para facilitar a visualização pelos consumidores.
“É importante deixar claro que as orientações que estaremos passando aos consumidores durante a campanha devem ser colocadas em prática em qualquer posto, e não somente naqueles que participam da iniciativa e que estão devidamente identificados. As dicas são para o consumidor obter um melhor aproveitamento da relação entre combustível de qualidade e rendimento do veículo”, destaca Robson Paim Costa, que coordena a campanha juntamente com Edvaldo Tuschi, Robson Mecca e Wagner Siqueira.
De acordo com Costa, além dos anúncios que estão sendo publicados no Jornal da Cidade, nos postos que aderiram à campanha estão sendo distribuídos folhetos explicativos. O e-mail tirandoduvidas@combustivel.info também foi criado especialmente para esclarecer questionamentos feitos por consumidores.
“Além de moralizar o nosso setor, que tem sido alvo de informações negativas que não podem ser generalizadas, nós pretendemos educar os consumidores para que façam valer os seus direitos. Alguns testes simples podem ser solicitados por qualquer pessoa e os postos são obrigados a fazer. Queremos ensinar ao consumidor como identificar os problemas que ele pode ter se usar combustível adulterado, além de esclarecer que não é possível adulterar depois que o produto chega no posto”, diz Costa.
Outro alerta da campanha é em relação aos preços. Os coordenadores do projeto destacam que é preciso desconfiar de combustíveis comercializados a preços muito inferiores à média do mercado - com exceção dos períodos em que as companhias distribuidoras fazem promoções.
Segundo eles, as distribuidoras praticam preços quase iguais. Então, o consumidor deve ficar atento a grandes distorções de valores no preço de venda ao consumidor final. De acordo com Robson Costa, isso pode ser um indicativo de produto fora das especificações da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O coordenador do Procon em Bauru, Silvio Orti, diz que o órgão de defesa do consumidor está apoiando a campanha por entender que tem caráter imparcial.
“É um grupo (de donos de postos) bem intencionado que está passando orientações aos consumidores, sem vincular a iniciativa a este ou aquele posto. Tanto é que os nomes deles ou de seus postos nem aparecem nos anúncios. Cabe ao consumidor observar as orientações e atuar como fiscal, exigindo que seus direitos sejam respeitados”, afirma.
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Testes
Os empresários que coordenam a campanha “Combustível: tirando dúvidas” sugerem aos consumidores que façam um teste simples para verificar se o consumo de gasolina no carro se mantém estável, o que indicaria combustível de boa qualidade.
“Basta encher o tanque num determinado posto e marcar a quilometragem. Quando for abastecer de novo, tira a média do consumo por litro. Depois, muda de posto e faz o mesmo teste. Se o consumo for muito alto, é preciso desconfiar”, orienta Robson Mecca.
A composição da gasolina C - que é comercializada nos postos - leva 25% de álcool anidro. Para saber se essa porcentagem está sendo respeitada, basta solicitar no próprio posto que seja feito o teste com o kit que esses estabelecimentos são obrigados a ter.
Um terceiro teste indicado é o “teste do volume”. “Para o consumidor não ser lesado e saber se a quantidade de combustível que está sendo colocada no carro é exatamente a que foi solicitada, basta pedir ao frentista que comprove isso usando o aferidor, que os postos também são obrigados a ter”, indica Robson Costa.