Começa hoje no Rio de Janeiro o Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu, com oito atletas de Bauru na disputa. A competição termina neste domingo e, apesar de contar com lutadores estrangeiros, tem como favoritos os brasileiros, especialmente os cariocas.
Sete lutadores de Bauru são da equipe Sesi/Judani, o oitavo é o professor Ricardo Pereira de Souza, que ministra aulas na Rythmos Academia. Além deles, mais dois lutadores de Bauru têm vaga para a disputa - Marcos Ferreira e Ana Júlia Camargo -, entretanto, não conseguiram patrocínio para suas viagens.
Marcos lutaria seu segundo Mundial e Ana Júlia foi medalha de bronze no ano passado. “Infelizmente não tem o que possamos fazer, estamos perdendo dois atletas que certamente estariam lutando por medalhas”, lamenta o professor Daelcy de Carvalho Júnior, da Sesi/Judani.
Dos bauruenses que vão lutar, apenas Ana Mukoyama e Paula Bessi disputarão o Mundial pela primeira vez. Além das duas debutantes, a Sesi/Judani terá Paulo Ledesma, vice-campeão brasileiro; Bruno Sípoli, bronze no Mundial 2003; André Andrade, também bronze no ano passado; Maria Luiza Alencar, bronze no Mundial 2002 e o professor Júnior, que obteve a mesma colocação de Luiza em 2002.
“Estamos indo com atletas muito bons e mais experientes do que das outras vezes, porém, estamos falando de Campeonato Mundial. Muitos fatores influenciam e interferem na conquista de uma medalha desse nível. Estamos com esperança e torcendo para que tudo dê certo”, comenta o professor Júnior.
Por sua vez, o professor Ricardo, da Rythmos, vai para o terceiro Mundial com esperança de melhorar o desempenho de suas duas participações anteriores, quando ficou em quarto lugar, em 2000 e 2003.
Ricardo obteve a vaga ao conquistar medalha de bronze no Campeonato Paulista, em São Paulo, no mês passado. “Foi até algo inesperado. Fui para o Paulista ainda me ressentindo de um ‘overtraining’, que é uma síndrome na qual o atleta não consegue treinar. Eu ficava apavorado só de pensar no treino. Mas tive uma força muito grande de meu ‘personal‘, o Alex Benzal, me recuperei e consegui a vaga”, conta Ricardo.
“Vou para o Mundial confiante, já que no Paulista eu nem estava totalmente preparado e assim mesmo lutei bem. Agora estou bem mais confiante no meu potencial e sei que posso ir mais longe dessa vez”, completa o faixa preta da categoria pesadíssimo (acima de 97 quilos).