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Cetesb autua carros por fumaça preta

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 3 min

Técnicos da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) realizaram ontem uma operação na avenida Rodrigues Alves, em frente ao Horto Florestal, para fiscalizar a emissão de fumaça preta por parte dos veículos a diesel. Durante o comando, que durou uma hora, cerca de 60 veículos foram fiscalizados e apenas quatro, ou seja menos de 10%, foram autuados por estarem emitindo fumaça acima dos padrões estabelecidos pela legislação ambiental.

O gerente da agência local da Cetesb, Rogério Chini, considerou o resultado satisfatório e acredita que os motoristas, de um modo geral, estão mais conscientes em relação às regras. “Isso significa que está havendo uma conscientização dos proprietários para que os veículos se adeqüem à legislação”, afirma.

O instrumento utilizado pelos técnicos para verificar a intensidade dos poluentes emitidos é a chamada Escala de Ringelmann. Segundo essa escala, quanto maior a densidade colorimétrica da fumaça emitida pelos escapamentos maiores os danos ambientais.

“Nós verificamos a coloração da fumaça preta que sai dos escapamentos dos veículos a diesel. Quanto mais escura for essa coloração, mais poluentes estão sendo emitidos para a atmosfera. Quando esse índice está superior a dois, os veículos são autuados. A coloração é um indicativo de que está ocorrendo poluição”, explica Chini.

Os motoristas que estavam trafegando de forma irregular foram multados em 60 Unidade Fiscal do Estado de São Paulo (Ufesps), que correspondem a cerca de R$ 750,00. O valor da multa é dobrado em caso de reincidência. As placas foram anotadas e os veículos não foram parados durante a fiscalização.

De acordo com Chini, esse tipo de operação tem o objetivo de coibir a poluição ambiental e conscientizar os motoristas para que regulem adequadamente os motores de seus veículos, evitando a emissão de poluentes.

“O correto é que exista uma regulagem do veículo para evitar a emissão de poluentes. O que se sugere para se enquadrar dentro da legislação é que se faça revisões periódicas e a limpeza nas bombas injetoras para evitar que essa fumaça emitida tenha essa coloração escura”, afirma. Segundo a Cetesb, alguns motoristas, para obter melhor desempenho dos veículos, têm o hábito de abrir o lacre da bomba injetora, o que causaria o aumento do consumo de combustível e da emissão de fumaça preta.

Periódica

Chini esclarece que esse tipo de fiscalização ocorre periodicamente em vários pontos do Estado. Na região, o trabalho é realizado normalmente nas rodovias. Apenas nos municípios mais populosos, como Bauru, Jaú e Lins, a operação também é feita na região central da cidade.

Nos meses de inverno, a Cetesb procura intensificar essas fiscalizações nos centros com maior circulação de veículos, já que normalmente neste período as condições meteorológicas para a dispersão dos poluentes são mais críticas. “No inverno, nós temos uma dispersão menor dos poluentes, por causa do clima mais seco e da temperatura baixa”, destaca.

Na Capital, segundo ele, a emissão de fumaça dos veículos é a maior responsável pela poluição atmosférica. Em Bauru, na avaliação de Chini, esse tipo de problema ainda não é significativo. “Mas nós não podemos deixar que venha a ser. Então é um trabalho que tem que ser preventivo”, avalia.

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