Bairros

Duas entidades abrem asilo diurno

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Os idosos chegam pela manhã, tomam café, fazem exercícios físicos, participam de atividades ocupacionais, como aulas de artesanato, culturais e recreativas, almoçam, são atendidos por profissionais da área de saúde se precisarem e, no final da tarde, retornam para suas casas. É assim que os centros de convivência do idoso, que estão sendo implantados em Bauru, devem funcionar.

Hoje, às 9h, será inaugurado o Centro de Convivência do Idoso da Sociedade Beneficente Cristã e amanhã, no mesmo horário, o da Vila Vicentina. Ambos estão sendo implantados pelas entidades numa parceria com a Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) e vão atender gratuitamente pessoas com mais de 60 anos que não tenham condições financeiras para pagar por serviço semelhante.

Cada centro de convivência começa a funcionar com 20 vagas, para idosos de ambos os sexos. A aposentada Aparecida Inácia Camargo, 73 anos, que mora no Parque Santa Edwirges com o filho, a nora e quatro netos adolescentes, já está cadastrada para ser atendida no centro de convivência da Sociedade Beneficente Cristã.

“Minha sogra gostou da idéia e eu e meu marido estamos apostando nisso. Hoje, ela fica em casa o dia inteiro e não dá muito certo conviver com quatro adolescentes. É reclamação de todos os lados. Agora nas férias então, fica pior”, explica a diarista Márcia Adriana Fracalassi.

Márcia conta que a família não quer internar Aparecida em um abrigo, mas também não tem dinheiro para oferecer a ela opções de lazer. “Minha sogra recebe um salário mínimo de aposentadoria. Não dá nem para pagar os remédios”, justifica.

A proposta do centro de convivência é justamente melhorar a qualidade de vida dos idosos e até evitar que saiam de suas famílias para morar em asilos, conta a assistente social Ana Paula Cardia Soubhia, que trabalha na Sociedade Beneficente Cristã.

“Atualmente, todo mundo precisa trabalhar e, muitas vezes, o idoso não tem com quem ficar durante o dia. Então, ele vem para o centro de convivência, onde pode escolher as atividades que mais gosta para fazer, tem alimentação e atendimento na área de saúde. No final do dia, retorna para a casa da família”, relata.

A Sociedade Beneficente Cristã, que já mantém 180 idosos asilados, adaptou um prédio especialmente para o centro de convivência. “É um prédio com corrimão, com rampas e condições para receber pessoas que utilizam cadeira de rodas”, conta.

A assistente social Rochelli Fabiana Amaral, responsável pelo centro de convivência do idoso da Vila Vicentina, diz que a entidade já vinha sendo procurada por interessados em participar de atividades na entidade. “Com o centro de convivência, o idoso não perde o vínculo familiar”, frisa.

Os idosos do centro de convivência vão dividir o mesmo espaço dos abrigados na entidade. “Um poderá interagir com o outro”, diz Rochelli.

• Serviço

O idoso ou familiar pode visitar as instalações das entidades ou buscar mais informações pelos telefones 3203-5510 (Vila Vicentina) e 3222- 8050 (Sociedade Beneficente Cristã).

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Custeio

A Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) vai repassar R$ 3,8 mil por mês para a Vila Vicentina e para a Sociedade Beneficente Cristã empregarem no centro de convivência do idoso. A verba não é suficiente para custear todas as despesas, mas as entidades vão investir verba própria.

Parte do dinheiro arrecadado com o churrasco vicentino, por exemplo, será destinado ao custeio do centro de convivência da entidade. Atualmente, a Vila Vicentina mantém, em abrigo, cerca de 100 idosos. “Por isso abrimos somente 20 vagas, por enquanto”, diz a assistente social Rochelli Fabiana Amaral.

A Sociedade Beneficente Cristã também vai empregar dinheiro de doações espontâneas feita à entidade e arrecadado em promoções para complementar a verba da Sebes.

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