De acordo com Álvaro Lima, proprietário de uma rede de farmácias de Bauru, a venda de medicamentos genéricos vem crescendo ano a ano, desde que o mercado foi aberto para esses produtos, em 1999. Atualmente, segundo ele, os medicamentos genéricos já representam cerca de 18% das vendas unitárias no mercado farmacêutico. Na estimativa do proprietário, esse número deve chegar a 60% nos próximos anos.
Lima afirma que o próprio consumidor tem procurado o medicamento genérico nas farmácias, mesmo que a prescrição médica traga a indicação do nome comercial.
“Normalmente, o consumidor chega hoje na farmácia, apresenta a receita e já pergunta se temos um produto genérico com um preço mais em conta. O próprio consumidor tem se manifestado dessa maneira com bastante freqüência. E só não se vende mais porque ainda não se tem todas as apresentações de medicamentos genéricos”, diz. De acordo com Lima, o medicamento genérico chega a ser 50% mais barato do que as marcas comerciais.
A farmacêutica Tatiana Zwicker Di Flora, responsável por uma drogaria da região central, afirma que a indicação de genérico por parte dos médicos das unidades básicas de saúde aumentou, entretanto algumas receitas ainda apresentam o nome comercial do medicamento. “Como nós podemos indicar o genérico, nós sempre oferecemos a opção para o paciente. Há também os casos dos próprios pacientes que procuram por esses medicamentos”, diz. Segundo ela, os genéricos já representam cerca de 50% das vendas da farmácia.