Igaraçu do Tietê - Fabrício Claudir Pereira foi preso anteontem em uma operação policial realizada pelo Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic) e a Divisão Anti-Seqüestro (DAS) da Polícia Civil de São Paulo, em Igaraçu do Tietê.
Os policiais estavam investigando roubos de carga e de veículos registrados em Atibaia, na rodovia Fernão Dias, e para se aproximar dos suspeitos se fizeram passar por comerciantes interessados em comprar uma carga de sucata de cobre.
Eles (dois policiais do DAS e um do Deic) marcaram, então, um encontro em Barra Bonita com a alegação de que queriam ver antes o produto. Na verdade, os policiais tinham como objetivo verificar se a carga era a mesma que havia sido furtada em Atibaia.
O local marcado para o encontro foi em frente ao Fórum de Barra Bonita, onde estaria uma pessoa que atenderia pelo nome de Paulo.
O encontro foi realizado, mas antes de irem até o galpão onde estaria a carga, os quatro se dirigiram por uma estrada vicinal que liga Igaraçu do Tietê a Macatuba e depois entraram em uma estrada de terra, onde eram aguardados por mais cinco pessoas.
Dois policiais foram colocados no banco traseiro e um foi transportado no porta-malas do carro até uma residência na Chácara Santa Mariana, que fica às margens do rio Tietê.
Eles disseram depois que não chegaram a ser identificados como sendo investigadores porque não foram revistados. Caso isso tivesse acontecido, era quase certo que encontrariam as armas, os distintivos e os documentos dos policiais.
Luta corporal
Na casa, que a polícia acredita se tratar de um possível cativeiro, os investigadores disseram ter sacado as armas, entraram em luta corporal e conseguiram render os integrantes do grupo que estavam armados.
Mesmo desarmados, quase todos os suspeitos conseguiram fugir do local. Apenas Pereira foi detido. Por telefone, os investigadores avisaram o delegado José Carlos Nunes, de Igaraçu, que foi até o local e levou o acusado para a delegacia.
Os demais integrantes do grupo, segundo o delegado, ainda não foram identificados. Eles teriam fugido em três veículos: um Ford Ka, um Ômega e um Corola, que também estão sendo procurados pela polícia.
Pereira foi levado para a cadeia pública da cidade, onde deve aguardar decisão da Justiça. Segundo o delegado, o suspeito será indiciado por roubo (foi levado um celular de um dos investigadores) e porte de arma. Somando os dois crimes, a pena pode chegar a dez anos de detenção.
Em seu depoimento na delegacia, Pereira teria revelado que estava na região (ele é de Curitiba) com a intenção de praticar estelionato, mas negou que a arma, com a qual foi preso, seja dele.