Tribuna do Leitor

... E nada mudou ...


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Iniciando pelas datas comemorativas, que são um referencial que muito representam para a humanidade como um todo, não poderia deixar de mencioná-las: a priori, 19 de Abril, convencionalmente denominada Dia do Índio.

Aos irmãos Aborígenes, as nossas homenagens, repletas de fé, esperança, augurando no futuro próximo, plena soberania dos seus povos. Decorridas mais de três gerações quando da instituição da Declaração Mundial do Meio-Ambiente promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), Suécia, em 5 de junho de 72, num relâmpago retrospecto, rememoro que a comitiva brasileira, fez-se presente nesse evento e não foi participativa! De lá para cá, a nossa situação vem se agravando num crescente assustador, no desenrolar dos anos, pois que a ação criminosa do predador é uma constante, assim como a impunidade é flagrante, em todos os rincões da Pátria; pior, com a conivência da Funai, Incra, a exemplo recente de uma das maiores minas de diamantes e ouro sendo explorada ilegalmente em Rondonia, o que foi denunciado através da digníssima senhora Lucia Thereza Rodrigues dos Santos, prefeita de Espigão do Oeste, cruel, desoladora realidade dos nossos tempos. “outoridades” onde estão que não respondem?!

A fortuna acima citada, segundo a mencionada prefeita, deixaria o nosso País livre do famigerado Fundo Monetário Internacional (FMI). A despeito da formação cristã e da hospitalidade da nossa gente, o Brasil de inesgotável beleza e incomensurável riqueza, do nosso solo em sua realidade retrata desalento, em razão dos contínuos desmandos cujas raízes fragmentadas remontam, é bem verdade, há séculos com acentuado agravamento nos últimos decênios, de forma abominável. - Ao que tange à Ecologia, principalmente - desesperança!

No nosso paradisíaco Brasil, instalou-se a incompetência, engodo, alarmante corrupção e a retórica é uma constante. O entorpecimento mental de nossas “outoridades” públicas, e do próprio povo, no cumprimento das suas mais comezinhas obrigações, tem presença marcante, voltados aos interesses mesquinhos, ambições políticas e casuísticas, as quais impediram até o presente, uma programação séria e enérgica e portanto de continuidade administrativa em todas as áreas e níveis. Contamos com inúmeras Leis em todos os âmbitos e as siglas são em grande número, entretanto na prática nada de concreto é realizado. E nós Povo, custeamos tudo! Se a esperança é a última que fenece, que o verde seja a última esperança!!!

Arthur Monteiro de Carvalho Netto - Jornalista Reg. 24.444

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