Regional

Macatuba: a caminho da Itália e EUA

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

A mão-de-obra qualificada foi o atrativo encontrado por um grupo de empresários de Avaré para instalar em Macatuba (46 quilômetros a sudeste de Bauru) a maior fábrica de calças jeans do município. Atuando como empresa terceirizada, a Jeans Marsiniuk tem uma produção diária de 2.500 peças confeccionadas em jeans e sarja. A produção é exportada para os Estados Unidos e Itália e vendida para grandes magazines nas grandes metrópoles.

A empresa foi instalada em 97 na cidade e, atualmente, é a segunda maior empregadora, perdendo apenas para as usinas de açúcar que oferecem vagas para outro tipo de público.

Segundo a gerente administrativa da confecção, Rosângela Lucimar Carneiro, a empresa se instalou em Macatuba porque anteriormente uma outra fábrica, do mesmo ramo, havia fechado. “A mão-de-obra era qualificada. Muitos funcionários já tinham trabalhado na confecção de calças, o que facilitou o treinamento.”

Atualmente, a mão-de-obra é fornecida pelo Senai de Macatuba, ressalta a gerente. “Eles cursam o Senai e depois recebem treinamento na empresa para que eles se adaptem ao trabalho.”

A Marsiniuk faz toda a parte de confecção, mas não efetua a lavagem. Só trabalha com modelos básicos e entrega sua mercadoria para um cliente. “Ele é que repassa o serviço para nós. Trabalhamos para etiquetas internacionais e nacionais. Só trabalhamos com tecidos pesados, não fazemos modinha.”

A gerente frisa que já fabricou para as Casas Pernambucanas, 775, C&A e Cavalera. “Nós montamos as roupas. A lavagem e os efeitos são feitos em outros locais.” A matéria-prima, o jeans utilizado na confecção das peças, são genuinamente brasileiros. “O tecido é brasileiro assim como os acessórios, linha etc.”

Cintura para baixo

A empresa faz a linha básica da cintura para baixo e difere de algumas fábricas do ramo porque faz saias nos mesmos tecidos das calças. “Trabalhamos com calças, bermudas e saias.”

Máquinas de última geração para todas as funções auxiliam os funcionários para que a produção seja entregue na data marcada. “As máquinas manuais ficam com aqueles funcionários que estão iniciando na empresa. Quem tem mais prática, pode operar as mais sofisticadas.”

A maioria dos funcionários é composta por costureiras e operadores de máquinas. “Temos 135 funcionários. Desse total, apenas 45 são homens que estão em fase de experiência. Antigamente, eram só mulheres.”

A confecção faz escola, admite a gerente. “Algumas das ex-funcionárias montaram suas próprias empresas. Na cidade há outras seis confecções. Três delas são de pessoas que já trabalharam aqui.”

Uma das empresas de ex-funcionária trabalha para o mesmo cliente, fabricando na linha modinha. “Nós só trabalhamos com a linha básica.”

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2º maior empregador

A cidade de Macatuba tem cerca de 15 mil habitantes. Grande parte da mão-de-obra do município trabalha em setores voltados para a cana-de-açúcar, uma vocação da região. O segundo maior empregador é a indústria do vestuário, explica o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Macatuba (ACE), Pedro Brandino.

Para ele, as sete empresas do ramo, seis voltadas a confecções de vestuário em jeans e uma que fabrica uniformes esportivos e linha noite, são grandes parceiros. “O setor oferece mais de 300 vagas.”

De acordo com Brandino, as demais vagas são oferecidas pelo comércio. “No comércio de Macatuba tem cerca de 90 comerciantes de vários segmentos. Individualmente, oferecem poucas vagas, uma média de cinco funcionários em cada uma delas.”

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