O técnico Edison Só afirmou que a mudança de postura do time no intervalo foi decisiva para a vitória do Noroeste, ontem, em Jaú. “Achamos o gol bem rápido e tivemos dificuldade para dar seqüência. No intervalo, conseguimos melhorar o posicionamento, adiantar a marcação e a equipe ficou mais compacta, mais coesa. Passamos a não dar liberdade de ação aos atacantes do XV de Jaú, tiramos espaços e com maior posse de bola criamos alternativas melhores na saída para o campo adversário”, considerou.
O meio-campista Luís Carlos, que voltou ao time ontem e fez o segundo gol noroestino, concordou com o técnico. “A gente conversou para acertar o meio-campo, que estava muito vulnerável. Estávamos correndo demais, entramos no jogo deles, um time jovem que queria isso. No segundo tempo, nosso time se acertou. Adiantamos a marcação, tivemos calma de posse da bola e conseguimos fazer o gol”, contou.
O lateral Celinho, ex-jogador do XV que abriu caminho para o triunfo de ontem, foi perseguido pela torcida jauense, mas encarou com tranqüilidade o comportamento dos torcedores locais. “Sou profisional e tenho que defender com bastante motivação a equipe na qual trabalho. Hoje, eu estou no Noroeste, no passado foi no XV de Jaú. Acho que essa coisa de rivalidade fica por conta dos torcedores”, disse.
Celinho lamentou a expulsão no segundo tempo, que vai deixá-lo de fora da partida contra o Rio Claro no próximo sábado. “Foi um momento de descuido. Eu acabei me precipitando um pouco. Deveria ter controlado mais a situação. O lance foi no meio-campo, mas é uma fração de segundo e às vezes a gente não consegue parar e acaba resultando na falta. É uma pena. O bom é quando a gente consegue ter uma seqüência de jogos, o que vai nos condicionando melhor. Mas vou aproveitar a semana para me preparar e que não aconteça mais.”
XV de Jaú
A decepção era total no XV de Jaú. O volante Murilo ainda destacou a garra do time. “Jogamos com raça. Em duas bolas paradas eles conseguiram os gols. Agora é erguer a cabeça e vamos para o próximo jogo”, comentou.
O atacante Guto, autor do único gol jauense, adotou discurso parecido. “Não conseguimos o objetivo (a vitória). Temos que ter tranqüilidade. O protesto da torcida vem, mas agora é tentar reverter isso”, consolou-se.