Bairros

Furto a poço deixa 4 bairros sem água

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Moradores do Jardim Tangarás, Núcleo José Regino (Bauru 25), Bauru 22 e Parque Bauru ficaram sem água ontem em Bauru em conseqüência de furto e vandalismo no poço profundo que abastece a região. Esta foi a terceira ocorrência registrada pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) em menos de uma semana e a décima neste ano.

De acordo com a assessoria de imprensa do DAE, o furto ocorreu na madrugada de ontem. Ladrões cortaram o alambrado da unidade, destruíram as chaves de força e subtraíram cerca de 130 metros de fios da rede elétrica de cobre do local. Técnicos da empresa alegam que quem furtou os cabos entende de linhas de alta tensão, pois a eletricidade no local, que é de 13,2 mil volts, foi previamente desligada.

O DAE já providenciou os reparos, mas o abastecimento da região só deverá ser normalizado hoje. Enquanto isso, os moradores dispõem unicamente de seus reservatórios residenciais.

Segundo a autarquia, só neste ano o DAE já sofreu um prejuízo aproximado de R$ 35 mil. “Todas as unidades são automatizadas para garantir mais precisão e qualidade nas operações. Mas, como não tem ninguém no local, os vândalos se aproveitam. Até bombas eles levam, sem contar a destruição”, comenta o diretor da divisão de produção e reservação do DAE, Isaar de Almeida.

Questionado sobre a possibilidade de se colocar vigias nessas unidades, Almeida alega que isso elevaria muito os custos da autarquia. “Nós temos 60 unidades de produção, reservação de água e bombeamento de esgoto. Seriam necessários três vigias em cada uma (para 24 horas) - sem contar as reposições de férias e licenças. Seriam pelo menos 180 contratações, o que nos parece inviável”, opina.

Outro argumento da empresa é o risco à vida destes profissionais. A legislação proíbe que eles usem armas e as unidades ficam bastante isoladas, tornando os vigias reféns imediatos dos bandidos, na avaliação de Almeida.

O jeito é contornar a situação, como fez a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), que testa fios de menor valor para o mercado clandestino. A alternativa encontrada pelo DAE foi licitar um sistema de monitoramento com alarme e controle central. Ao ser acionado, o sistema dispara um alarme e a agência de segurança envia uma equipe para o local.

“Algumas unidades - as maiores e mais distantes (do centro urbano) - já contam com esse dispositivo, a um custo médio de R$ 2 mil a R$ 3 mil por mês”, informa Almeida.

Ele salienta que os prejuízos causados por furtos e vandalismo vão muito além das perdas financeiras. Os cidadãos ficam sem o abastecimento e o meio ambiente sofre com o despejo inadequado do esgoto.

Comentários

Comentários