A Câmara Municipal de Bauru é disputada por 275 candidatos, dos quais 202 são homens e 73 mulheres. O número oficial foi divulgado ontem pelo chefe do cartório da 23.ª Zona Eleitoral, José Carlos Colhado. Para cada uma das 15 cadeiras legislativas, há 18,3 pretendentes. Dos 13 partidos e coligações que apresentaram candidaturas, apenas dois conseguiram preencher o número máximo de vagas permitido.
Se todos os partidos e coligações tivessem preenchido o número total de vagas, Bauru deveria ter 354 candidatos ao Poder Legislativo, portanto, 79 a mais em relação à soma definitiva apresentada ontem por Colhado. Não foram ocupadas 43 vagas masculinas e 36 femininas.
Dois são os motivos da sobra: indeferimentos de pedido de registro de candidaturas por falta de documentação e opção do partido ou coligação por não preencher o número máximo permitido. No caso de chapa pura - sem coligação -, a legenda poderia apresentar até 16 candidatos masculinos e sete feminino, totalizando 23. Já na coligação, o máximo é de 30 candidaturas, das quais 21 masculinas e 9 femininas.
Apenas as coligações PFL/PSC e PSL/PHS/PTN conseguiram preencher e manter o número máximo de candidaturas.
Os demais partidos e coligações variaram em relação à cota máxima de candidatos. Chama a atenção, por exemplo, o PCO, que registrou uma única candidatura à Câmara Municipal. O PSTU disputará o Legislativo com três candidatos. O Prona participará da corrida eleitoral com quatro pretendentes à Câmara.
Dos 13 partidos e coligações que disputarão a eleição, apenas três conseguiram preencher o número máximo permitido para as candidaturas femininas. Esse número sobe para seis no campo masculino, o que configura a concentração de esforços dos dirigentes políticos-partidários para viabilizar o preenchimento da cota máxima.
A maioria dos comandos dos partidos teve dificuldade para convencer mulheres a se aventurarem pelo mundo político. Desde a eleição de 1996, a legislação determina que 30% do número total de vagas à Câmara Municipal sejam reservados à candidaturas femininas.
Caso os partidos não consigam arregimentar a cota máxima de mulheres, a sobra não pode ser destinada às candidaturas masculinas. Para o presidente da executiva municipal do PFL, Dudu Ranieri, esse sistema é injusto porque cria dificuldades para os partidos, já que a apresentação de um número menor de candidatas força a adequação proporcional na lista masculina. Ele defende mudanças na legislação.
Alguns partidos registram candidaturas femininas apenas para cumprir a legislação e evitar uma diminuição no número de candidatos masculinos. Atualmente, apenas duas mulheres cumprem mandatos na Câmara Municipal: Majô Jandreice (PCdoB) e Catarina Carvalho (PFL).