Os primeiros atletas brasileiros a pisar em Atenas para a disputa dos Jogos Olímpicos são as meninas do basquete feminino. A delegação da modalidade embarcou ontem rumo à Grécia e o sentimento mais visível entre todos era a confiança de que o País irá subir ao pódio pela terceira vez consecutiva, já que o basquete feminino foi prata em Atlanta-96 e bronze em Sydney-2000.
Na delegação, Antonio Carlos Barbosa, técnico da equipe deste 1997, é um dos bauruenses que levarão o nome da cidade aos Jogos. O outro bauruense que lutará por medalha é o judoca Mário Sabino, que embarcará neste domingo.
Barbosa confia num bom resultado em Atenas. “Fizemos uma boa preparação e vamos com um grupo experiente. Falar em medalha pode ser perigoso, pois hoje o basquete está muito nivelado e num detalhe, por uma circunstância imprevista, pode-se ficar muito aquém do esperado”, afirma.
O técnico cita o Mundial de 2002 como exemplo. “Fizemos uma boa primeira fase, terminamos em primneiro na nossa chave e depois perdemos para a Coréia do Sul, por um ponto apenas, e ficamos fora da briga pelo título”, lembra.
Por outro lado, Barbosa assume que sua equipe está entre as favoritas. “As grandes favoritas ao ouro, sem dúvida, são as americanas. Mas temos um grupo muito bom, que mescla experiência e juventude. Temos a Janeth que é a nossa grande referência, a Alessandra e a Helen, que já disputaram as principais competições internacionais. Por outro lado, temos uma menina que eu aposto que será um dos grandes nomes desta Olimpíada, que é a Iziane. Ela é o acelerador da seleção, trouxe a velocidade que nos faltava”, analisa Barbosa.
Se o técnico mostra cautela, as jogadoras não escondem a confiança no pódio. “Acho que estamos preparadas para pensar alto. Meu pensamento está voltado para buscar a medalha de ouro. Até a competição começar, estaremos ainda melhores, em ótimas condições de jogo, com todas as chances de subir ao pódio”, declara a ala/armadora Vivian.
“Pela preparação que fizemos e o talento do grupo, temos totais condições de fazer uma excelente campanha e subir ao pódio mais uma vez. A nossa chave é muito forte, mas temos que pensar que, em Olimpíada, não há adversário fácil”, afirma a armadora Karla, de 25 anos.
A estréia do Brasil nos Jogos Olímpicos está marcada para o dia 14 de agosto contra o Japão, às 10h45 de Brasília. Antes, entretanto, as brasileiras farão dois amistosos contra a Grécia (dia 1 e 3). Depois disputam o Torneio Diamond Ball, em Iraklion, pelo qual jogam no dia 5, contra a Nigéria, e no dia 7, contra a China. No outro grupo estão Grécia, Austrália e Coréia do Sul ( a Rússia desistiu). O primeiro colocado de cada chave decide o título.