Obviamente, não são poucos os tipos de terrorismo que martirizam as sociedades, mas muitas se destacam nisso, especialmente os praticados pelos grupos internos e externos, que se abatem sobre os Estados, como o são também os de Estados que se lançam contra os cidadãos e os de Estados que enveredam contra Estados, os quais são deploráveis tanto do ponto de vista ético ou educacional quanto irretorquivelmente político, debitando-se para cada um anomalias preconceituosas, que não conseguem esconder-se dos desagrados e receios da opinião pública face aos penosos atentados que protagonizam, produzindo profundos arranhões e vergões no espírito e no físico das comunidades.
Todavia, reconhece-se que na citação supra não se pode esquecer outro que tem de ser lembrado igualmente, com destaque, razão dos terríveis males que traz em seu vastíssimo bojo. Trata-se do terrorismo praticado nas cidades com objetivos criminosamente anti-sociais e econômicos, como os deflagrados nas ruas das metrópoles e respectivos núcleos populacionais, favelas por assim dizer, nos quais cresce vertiginosamente o número de latrocínios vitimando famílias inteiras, inclusive crianças e adolescentes.
Mais que os mencionados terrores, os percalços e pecados deste outro são até mais delituosos em conseqüência de seus propósitos: roubar, matando selvagemente o próximo, rico ou pobre, usando instrumentos não raro subtraídos de organizações policiais, militares e até das próprias vítimas.
Absolutamente condenável, esse terrorismo atenta totalmente contra as sociedades, desafiando os poderes públicos na certeza de que não possuem eles formas táticas e realmente poderosas para impedi-los previamente ou puni-los posteriormente, como se verifica no Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e outras capitais ou grandes centros habitacionais, onde nem o Exército e as Polícias Civil e Militar conseguem obstaculizar a violência febril, dias úteis ou inúteis, diurnos ou noturnos, que gera desesperanças quanto à desejada evolução das cidadanias em geral, de maneira a tornar as urbes realmente humanas, nas quais as pessoas possam ir, vir e morar com segurança. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado, é o jornalista responsável do JC). “O rosa vive o que vivem as rosas: o espaço de uma manhã! As frutas maduras e os trigos colhidos são algo diferentes! Como entender os desígnios da natureza?” (O autor, N. Serra, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado, é o jornalista responsável do JC). “O rosa vive o que vivem as rosas: o espaço de uma manhã! As frutas maduras e os trigos colhidos são algo diferentes! Como entender os desígnios da natureza?”