A reciclagem de lixo é uma das ações que contribuem para a limpeza da cidade, preservação ambiental e controle de doenças. O problema é que em Bauru ela não é feita da maneira esperada pelo poder público.
O primeiro problema é a adesão pequena da população. “Ainda não é o ideal. Ainda tem muito lixo reciclável no aterro”, frisa Carlos Barbieri, diretor do Departamento de Ações em Recursos Ambientais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).
Para aderir, basta informar-se sobre qual é o dia e horário em que o caminhão da coleta seletiva passa em cada bairro. Em casa, o lixo deve ser separado em duas partes: orgânico e reciclável. No saco plástico dos recicláveis, podem ser misturados papel, vidro, metal e plástico, desde que limpos e secos.
O material é recolhido pela Semma e enviado à central de reciclagem. O restante do processo - separação e venda - fica a cargo da Associação de Catadores de Materiais Recicláveis (ACMR), cujo trabalho é acompanhado pela Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes).
Outro problema é a concorrência dos caminhões da coleta seletiva com catadores de materiais recicláveis. “Os catadores passam antes do caminhão e pegam. Eles acabam até coletando lixo orgânico misturado com reciclável e espalhando o resto pela cidade. A própria municipalidade reclama”, diz Barbieri.
Mesmo assim, a população deve separar o lixo em casa, segundo o diretor. Conforme veiculado pelo JC na última quinta-feira, a administração municipal quer organizar o trabalho dos catadores em cooperativas. A unidade-piloto deve ser implantada até o final de 2004.
“Estamos estudando como organizar esse setor na cidade, com a coleta, armazenagem e reciclagem. A idéia seria incentivar os coletores a se organizar. Assim, todos teriam local para trabalhar. Seria melhor para eles e para o município”, expõe.