A chave para o combate à leishmaniose no município está nas mãos de cada habitante de Bauru. Basta contribuir para uma cidade mais limpa. Especialistas afirmam que só o destino adequado do lixo poderá conter a doença.
A tarefa não é difícil, não toma tempo extra nem custa caro ao bolso do munícipe. Ainda assim, boa parte dos bauruenses não está fazendo a lição-de-casa corretamente. O resultado é um cenário desolador em diversos bairros: há muito lixo espalhado pelas ruas e em terrenos baldios.
Desde setembro do ano passado, 27 pessoas foram contaminadas pela doença. Três delas morreram. Por meio de decreto municipal, a prefeitura declarou estado de emergência e radicalizou ações para atuar em áreas particulares no combate ao mosquito transmissor da leishmaniose visceral.
Mutirões estão sendo realizados pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), em parceria com as secretarias municipais de Saúde (SMS) e de Administrações Regionais (Sear). Apesar desse esforço, moradores voltam a jogar lixo em áreas recém-limpas.
Além disso, muito material reciclável continua sendo conduzido ao aterro sanitário porque não há adesão plena à coleta seletiva - que também colabora para a diminuição da sujeira na cidade.
O pior é que, enquanto o mau comportamento for mantido, não há perspectivas de controle da leishmaniose em Bauru, segundo a administração municipal. Confira mais detalhes sobre o assunto nas próximas páginas.