Atenas - A equipe de vela foi a primeira da delegação brasileira a chegar à Vila Olímpica, ontem. Mesmo após a viagem de quase um dia e com a diferença de seis horas de fuso horário, os velejadores brasileiros chegaram animados àquela que será a casa dos atletas durante os Jogos Olímpicos.
“A Vila Olímpica é uma parte muito bacana dos Jogos, pois é o lugar onde os atletas de diferentes esportes e países se confraternizam”, disse Torben Grael, com a experiência de quem está indo para a sua sexta edição da competição.
“Os Jogos Olímpicos são sempre um evento muito bom de se participar, uma emoção muito grande. Espero que dessa vez não seja diferente”, disse Torben, que tem quatro medalhas olímpicas no currículo, recordista entre os brasileiros, ao lado do nadador Gustavo Borges.
Ontem foi a abertura oficial da Vila para os atletas. Antes, só integrantes do departamento técnico e administrativo dos Comitês Olímpicos Nacionais estavam hospedados na Vila para preparar os apartamentos dos demais integrantes da Missão.
A Vila ainda está longe do local movimentado que se tornará nos próximos dias, com os cerca de 16 mil habitantes que abrigará durante os Jogos. Até o momento, além dos atletas da vela do Brasil, chegaram apenas alguns poucos atletas da Nova Zelândia, Japão, Inglaterra, Turquia, República Tcheca, Colômbia, Polônia, Canadá e México.
Os velejadores brasileiros que deram entrada na Vila ontem foram João Signorini (Classe Finn), Torben Grael e Marcelo Ferreira (Star), André Fonseca e Rodrigo Duarte (49er), Alexandre Paradeda e Bernardo Arndt (470 masculino), Ricardo Winicki (Mistral masculina), Carolina Borges (470 feminina), Fernanda Oliveira e Adriana Kostiw (470 feminina).
Completando a equipe brasileira de vela, Robert Scheidt (Laser) chega na próxima segunda-feira e Maurício Santa Cruz e João Carlos Jordão (Tornado), chegam nesta quarta-feira.
Ontem também chegou à Grécia a seleção feminina de basquete. No entanto, jogadoras e comissão técnica nem saíram do aeroporto de Atenas. A equipe seguiu direto para a Ilha de Creta, onde disputará dois amistosos - um hoje e outro amanhã - e um torneio antes dos Jogos Olímpicos.
“Foi uma viagem longa, mas o grupo está muito bem. Neste sábado de manhã faremos um treino tático, técnico e musculação. Na parte da tarde, durante uma hora, o grupo treinará junto”, declarou o técnico Antonio Carlos Barbosa.
“A viagem foi boa, mas um pouco cansativa. Como ficamos muito tempo viajando, já fizemos um treino leve com o preparador físico para melhorar a circulação”, comentou a armadora Helen.
Ciclismo
O técnico da equipe olímpica brasileira de ciclismo, Mauro Ribeiro, está esperançoso como nunca em uma boa participação de Luciano Pagliarini, Murilo Fischer e Marcio May na prova de estrada dos Jogos de Atenas. Motivos não faltam: além da evolução do esporte no País nos últimos quatro anos, o técnico, que voltou esta semana da Itália, acredita que a maior experiência dos atletas e o percurso da prova vão favorecer muito a participação nacional.
Dá para sonhar com medalhas? Ribeiro é cauteloso na resposta. “A gente pode dizer que o Brasil tem tudo a ganhar e nada a perder. A prova em Atenas, por suas características, será aberta a todos e podemos competir de igual para igual.”
O treinador diz que, aliadas às condições favoráveis em Atenas, os brasileiros têm a seu favor uma boa preparação. Ribeiro também ressalta que o Brasil tem boas expectativas para o futuro. “Para você ter uma idéia, o Brasil estava entre 38º e 42º no ranking mundial de países da União Internacional de Ciclismo (UCI) nos Jogos de Sydney. Agora somos 25º”, compara o técnico.