A escola estadual Conjunto Habitacional Bauru 1 começou a funcionar ontem para receber a matrícula dos alunos que passarão a estudar na unidade a partir de amanhã. O prédio levou sete meses para ser construído e conta com 12 salas de aula, quadra poliesportiva, sala de informática e outras instalações.
A dirigente regional de Ensino, Vera Nilce Ludke Jarussi, afirma que a unidade terá, a princípio, turmas de 1.ª a 7.ª séries do ensino fundamental. “Alguns alunos de 8.ª série que moram no bairro já estão pagando a festa de formatura nas escolas onde estudam e achamos melhor mantê-los nesses locais”, argumenta.
Nos próximos anos, porém, a intenção é ampliar o número de turmas, abrindo salas de 8ª série e ensino médio. “Vamos trabalhar conforme a demanda do bairro, que é distante e de difícil acesso”, declara Jarussi.
A diretora da escola, Maria Luiza Garcia Teixeira, explica que hoje a unidade estará aberta das 9h às 17h também para receber as matrículas de transferência.
Com o início das atividades da nova escola, a Diretoria Regional de Ensino de Bauru contabiliza agora 51 unidades no município.
O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), que visitou o prédio ontem, afirma que o governo estadual já aprovou a construção de mais duas escolas em Bauru. Ele destaca a importância de se preservar os estabelecimentos de ensino. “As pessoas precisam se conscientizar que a depredação prejudica a elas mesmas”, comenta.
Aprovação
Além das matrículas, ontem a escola do Bauru 1 também ofereceu atividades esportivas e culturais previstas no Programa Escola da Família, criado pelo governo estadual para abrir os estabelecimentos de ensino à comunidade nos finais de semana.
O estudante Marcelo Benedito Cresta Júnior, que irá cursar o segundo semestre da 5.ª série na escola, aproveitou para jogar damas. Ele aprova o prédio onde estudará. “Gostei de tudo”, afirma.
A mãe de aluno Ednalba dos Santos também está satisfeita com a mudança de escola do filho de 8 anos, que estudava no Jardim Chapadão. “Antes, ele precisava pegar o ônibus escolar, mas agora poderá vir para cá a pé e terá que andar apenas uma quadra”, relata.