Moradores do Jardim Santa Luzia e bairros próximos estão preocupados com os acidentes ocorridos na região do trevo “André de Blois Montouro”, alça de acesso ao Santa Luzia que liga a avenida Nuno de Assis e a rodovia Marechal Rondon. Desde agosto de 2003 até 26 de julho, houve 44 registros, sendo que sete acidentes provocaram vítimas, segundo estatísticas da Base Comunitário de Trânsito da Polícia Militar e da 1.ª Cia. de Polícia Rodoviária (PR).
O local é considerado um dos principais pontos de acidentes pela PR - que é responsável por fiscalizar a extensão rodoviária próxima ao trevo. “É um trecho perigoso, que registra muitas colisões traseiras”, diz o capitão Daniel Corrêa de Godoy, da 1.ª Cia. da PR. Mas em relação a outras vias do perímetro urbano, a região não é classificada como de grande incidência pela Base Trânsito, que fiscaliza todas vias próximas ao trecho.
Atualmente, a via mais perigosa de Bauru é a avenida Nações Unidas, segundo o tenente Fabiano de Almeida Serpa, comandante do Pelotão de Trânsito. As estatísticas dos meses de janeiro a junho deste ano mostram que a Nações registrou 269 acidentes, seguida pela avenida Duque de Caxias, com 220 ocorrências, e pela avenida Rodrigues Alves, com 181 casos. “Em nossa área de competência, a região do trevo registra em média três acidentes por mês. O número é pequeno se comparado a outros lugares”, diz Serpa.
O acidente mais recente ocorrido no trevo “André de Blois Montouro” aconteceu por volta das 17h30 da última segunda-feira. Um menor de idade transitava em sua bicicleta pelo acesso, quando foi colhido por um Uno branco. Ele sofreu ferimentos leves. Ambos trafegavam no mesmo sentido da via e, de acordo com o Boletim de Ocorrências, após o acidente o motorista do carro fugiu, sem prestar auxílio à vítima. A placa do veículo, BJN 5022, foi anotada por populares.
Em função dos acidentes na região do trevo, um grupo de moradores do Santa Luzia e Jardim Eldorado, entre outros bairros, encaminhou um ofício ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), pedindo um estudo técnico para melhorar a sinalização do local. “Sugerimos redutores de velocidade na entrada do trevo e também para que seja colocada a placa ‘Pare’ um pouco antes da que já existe para que as pessoas tenham maior cuidado”, detalha o profissional liberal Waldir Caso.
O DER, através de sua assessoria de imprensa, informou que já recebeu o ofício e que está fazendo uma análise para verificar se é possível realizar melhorias no local.
A região do trevo recebe diariamente grande fluxo de veículos devido a circulação que atende principalmente aos bairros Santa Luzia, Jardim Eldorado, Núcleo Mary Dota, Núcleo Beija-Flor e Jardim Araruna. O movimento foi intensificado há um ano, após a interdição da ponte “Ayrton Senna”, que liga o Núcleo Mary Dota ao Distrito Industrial 1.
Para alertar os motoristas e tentar prevenir acidentes, as polícias rodoviária e de trânsito contam com viaturas que fazem a fiscalização na região do trevo durante os horários de maior circulação de veículos: na parte da manhã, entre 6h30 e 7h, no final da tarde e à noite: das 17h30 às 20h. “Eventualmente realizaremos bloqueios de policiamento do trânsito para chamar a atenção dos condutores”, destaca Serpa.