No dia em que completou 108 anos, Bauru teve seu céu invadido por centenas de pipas que serviram para colorir os festejos de aniversário da cidade, ontem. Elas se concentraram especialmente na região do Parque Vitória Régia, local escolhido por boa parte da população para comemorar a data.
Quem passou pelo parque e olhou para o alto não ficou indiferente ao cenário que avistou. A quantidade de pipas era tão grande que muitas delas acabavam se enroscando umas nas outras. Para evitar acidentes com o cerol, a Polícia Militar (PM) também procurou reforçar o patrulhamento no local. Mais de 50 latas utilizadas para enrolar linha misturada com cola e vidro moído foram apreendidas.
Desde o período da manhã, muitas famílias e amigos se dirigiram ao Vitória Régia para aproveitar o domingo ensolarado. “Resolvemos prestigiar o aniversário da cidade, embora o parque seja um lugar agradável para se visitar sempre”, comentou o representante comercial Darcy Crepaldi, que estava acompanhado de quatro netos.
Além das pipas, outras atrações também chamaram a atenção de quem esteve por lá. As crianças formaram grandes filas para utilizar os brinquedos infláveis e grupos musiciais se apresentaram no palco montado para o evento.
O catarinense Edgard Ribeiro, que está em Bauru para acompanhar o tratamento médico da filha Jenifer, de 4 anos, resolveu levá-la ao parque. “Já que em Santa Catarina está nevando, nada melhor do que um dia ensolarado”, comparou.
Entre os comerciantes, a alegria também era grande. O sorveteiro Rodrigo Leme da Silva ficou satisfeito com o faturamento. “O movimento foi muito bom”, justificou.
Diversidade
Ao longo do dia, eventos promovidos em outros locais da cidade também marcaram os 108 anos de Bauru. A Banda Municipal, por exemplo, se apresentou no Bosque da Comunidade.
Um festival de pára-quedismo movimentou o aeroporto, que também recebeu um bom público para acompanhar os saltos.
Na unidade do Serviço Social do Comércio (Sesc), os destaques foram um torneio de futsal, as exposições “Oratórios - Objetos de Fé”, reunindo parte do acervo do Museu de Ouro Preto (MG), e “História”, além de um festival de danças típicas.