Economia & Negócios

Bauru é 20ª em ranking de desenvolvimento econômico

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 3 min

Um ranking desenvolvido pelo Instituto de Estudos Metropolitanos (Ieme) com base em cinco indicadores de desenvolvimento econômico mostra Bauru na 20ª colocação entre os 75 municípios paulistas analisados. No ano passado, a cidade havia ficado em 15º lugar, mas teve 20 concorrentes a menos.

Para elaborar o ranking, batizado de Índice de Desenvolvimento Econômico Equilibrado (IDEE), o Ieme consultou dados de 2002 e 2003 relativos ao Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto Sobre Serviços (ISS), Índice de Potencial de Consumo (IPC), Valor Adicionado (VA) e Mapa de Inclusão Digital (MID), dividindo os totais absolutos pelo número de habitantes de cada município.

Nas três primeiras colocações do ranking, não houve alteração em relação ao ano passado. São Caetano do Sul manteve a liderança, seguida por Paulínia e Santos. Cidades como Jundiaí (8ª colocação), São José do Rio Preto (16ª), Araraquara (17ª) e Piracicaba (19ª) aparecem na frente de Bauru. Outras, porém, como Sorocaba (23ª), Botucatu (24ª) e Marília (40ª) estão em posições inferiores.

Analisando os indicadores de forma isolada, o melhor desempenho per capta de Bauru foi em termos de potencial de consumo (14º lugar), IPVA (20º) e inclusão digital (20º), que leva em consideração o acesso ao computador. Por outro lado, a cidade foi apenas a 34ª em ISS e a 65ª em Valor Adicionado (volume de recursos financeiros gerado na indústria de transformação).

Em 2003, a cidade também havia se destacado em potencial de consumo, ficando na 11.ª colocação entre os 55 municípios analisados. Bauru foi, ainda, 14.º em IPVA, 17º em inclusão digital, 26.º em ISS e 47.º em Valor Adicionado.

Análise

O economista Fernando Pinho lembra que o fraco desempenho bauruense no quesito Valor Adicionado (VA) acabou prejudicando a cidade no IDEE. Para ele, a explicação está no fato da economia municipal ser baseada no comércio e prestação de serviços. “Esse 65.º lugar em VA mostra de maneira muito clara o processo de erosão que foi gerado nos últimos anos na política de atração de empresas para Bauru”, opina.

Ele acredita que a prefeitura deveria investir mais nessa área. “Pederneiras, por exemplo, está recebendo investimentos de uma empresa japonesa que poderia perfeitamente ter vindo para cá. Se o prefeito ouve que uma indústria estrangeira está procurando um lugar para se instalar, tem que ir logo atrás. Essa é uma prática, porém, que foi abandonada no nosso município”, analisa.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Domingos Malandrino, defende que o problema não está na quantidade de indústrias instaladas na cidade, e sim no perfil que elas apresentam. “Bauru tem apenas seis multinacionais em seu parque industrial. As demais são micro e pequenas empresas, muitas delas com estrutura familiar”, comenta.

Malandrino argumenta que essas empresas menores não têm como característica principal a transformação, o que acaba prejudicando a cidade no quesito Valor Adicionado per capita. “A vantagem é que nós não temos a sazonalidade da indústria calçadista, por exemplo. Se houver um problema nesse setor, cidades como Franca e Jaú terão dificuldades em termos de desemprego”, compara.

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Índices

O Índice de Desenvolvimento Equilibrado do Estado (IDEE) é um dos quatro rankings elaborados pelo Instituto de Estudos Metropolitanos (Ieme) para compor o Índice Geral de Competitividade (IGC) dos municípios paulistas. Também são confeccionados os índices de Eficiência Municipal (IEM), de Criminalidade (IC) e de Desenvolvimento Social (IDS).

No ano passado, Bauru ficou em 27º lugar no IGC. A cidade foi prejudicada por seu desempenho no IEM, no qual apareceu apenas na 42.ª colocação. O índice leva em consideração fatores como arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e os gastos com funcionalismo público e Câmara Municipal.

Já em 2004, Bauru aparece em 12º lugar no Índice de Criminalidade. Os outros dois indicadores que irão compor o Índice Geral de Competitividade serão divulgados nos próximos meses.

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