O valor da cesta básica em Bauru no mês de julho registrou uma queda de 0,7% em comparação com o mês anterior. A soma dos 31 itens pesquisados caiu de R$ 202,71 para R$ 201,25. Apesar da pequena redução, a cesta básica ainda registra aumento de 4,6% em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Data-ITE, instituto de pesquisas ligado à Instituição Toledo de Ensino (ITE).
De acordo com o levantamento, a queda no valor mensal da cesta básica foi puxada pela redução de 1% em comparação ao mês de junho nos preços dos alimentos. Grupo de maior peso, que corresponde a 70% dos itens da cesta básica, a alimentação foi cotada em R$ 147,57 (eram R$ 149,17 no mês anterior). Há um ano, os mesmos produtos podiam ser adquiridos por R$ 140,43 - alta de 5% em 12 meses.
No último mês, os alimentos que mais sofreram alta foram a batata (81,6%) e a cebola (70,7%). No valor ponderado (peso do produto em relação à variação total da cesta básica), o arroz foi responsável por elevar a cesta em 0,27%, seguido pela cebola, com ponderação de 0,20%.
Em contrapartida, a redução de 22,6% no preço da carne de primeira correspondeu a 0,60% a menos no valor total da cesta básica, seguida pela lingüiça fresca, que teve ponderação de menos 0,43% no preço total dos itens.
Os produtos de higiene pessoal também sofreram uma pequena queda de 1,2% nos preços em julho, em comparação ao mês de junho. Há um ano, os itens deste grupo podiam ser adquiridos por R$ 21,41. No último mês, esse valor foi de R$ 21,34.
Os itens de limpeza doméstica foram os únicos a apresentar aumento no mês de julho. Houve uma alta de 1,2% nos preços em relação ao mês anterior. Em um ano, os preços destes produtos subiram 6%. Só neste ano registrou-se uma alta de 11,6%.
Mais uma vez, a pesquisa de preços é apontada como melhor aliada do consumidor. Os preços da cebola variaram entre R$ 0,99 e R$ 2,69 - uma discrepância de 171,7%. No caso do alho, a diferença entre o menor e o maior preço chegou a 150,6%.
De acordo com o economista Reinaldo Cafeo, coordenador do Data-ITE, é preciso observar que alguns produtos tiveram seus preços elevados pela diminuição da oferta nesta época do ano, como no caso da cebola. Outros produtos seguem o comportamento internacional de mercado, como o açúcar.
“A projeção é que ainda teremos pressões sobre os preços em função do aumento em cadeia dos combustíveis, da sazonalidade (inverno mais rigoroso) e reaquecimento das vendas, quando empresários ficam tentados a recompor margem de lucro”, comenta.