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Jogos Olímpicos: Daiane sente dores, mas não se abala

Da Redação (com Agência Estado)
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Atenas - A dez dias do início dos Jogos Olímpicos de Atenas, a ginasta Daiane dos Santos, favorita ao ouro no solo, deu um susto na torcida brasileira. A campeã mundial, que há 45 dias fez artroscopia no joelho direito para retirar parte da cartilagem, queixou-se ontem de dores no joelho.

Para o médico Mário Namba, responsável pela cirurgia da atleta e que acompanha a equipe de ginástica em Atenas, a dor “é natural e não preocupa”. Daiane treinou ontem normalmente nos dois períodos, segundo a assessoria de imprensa do Comitê Olímpico Brasileiro.

Hoje, ela volta aos treinos, a partir das 9h. A atleta diz estar acostumada a lidar com dores e fisioterapia. “A dor faz parte da rotina de uma atleta”, afirmou.

A cirurgia citada de Daiane foi a terceira em quatro anos. Antes, havia feito uma intervenção no tendão patelar no joelho esquerdo e uma videoartroscopia no direito. A última foi vinte dias antes do Pan de São Domingos, no ano passado, em que conquistou a medalha de bronze por equipes.

Para encarar o Pan, ela chegou a fazer quatro sessões diárias de fisioterapia. Um mês depois, conquistou o título mundial e não parou mais de vencer. Foi ouro em quatro etapas da Copa do Mundo. A rotina de fisioterapia às vésperas da Olimpíada também é exaustiva. A ginasta tem feito duas sessões e já está aumentando a carga de treinamento.

“Quando força o ritmo dos treinos, ela sente um pouco de dor. Cada dia que passa, essa dor diminui, mas a carga de treinamento vem aumentando pela proximidade dos Jogos Olímpicos", explicou Nambi.

Antes de chegar a Atenas, Daiane encarou oito dias de treinamento, no centro de Koncha-Zaspasemana, em Kiev, na Ucrânia. Lá, ela ensaiou pela primeira vez, desde a cirurgia a coreografia que apresentará em Atenas.

No mesmo centro de treinamento, o técnico ucraniano Oleg Ostapenko formou três campeãs mundiais: Tatiana Lisenko, Liliya Podkopayeva e Viktoria Karpenko.

Segundo Daiane, a dor de ontem pode ter relação com outro fator: os aparelhos do ginásio em que treinou. “Como os aparelhos aqui do ginásio de treinamento são novos, o solo é mais duro que o normal, mas tenho que me acostumar, já que será assim também no local de competição. Senti um pouco de dor, o que causa uma certa preocupação”, explicou Daiane.

Mas o mais importante, ressaltou a ginasta, é conseguir completar sua série de forma satisfatória na competição. Para isso, pediu “a torcida e a reza” dos brasileiros. E garantiu que as dores servem de motivação para que se empenhe ainda mais nos treinos.

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