A Revolução que eclodiu em 9 de julho de 1932 teve como estopim o dia 23 de maio daquele mesmo ano, quando estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, se reuniram na praça do Patriarca. Discursos inflamados dos estudantes incitaram o povo à luta. Queriam a Constituinte... queriam a democracia. Dali, a massa humana se dirigiu até a Praça da República onde se localizava a sede do Partido Popular Paulista que dava sustentação ao getulismo. Participantes mais afoitos tentaram arrombar a porta da sede daquele Partido e uma saraivada de balas de metralhadora foi disparada contra o povo, ferindo alguns e matando outros.
Mario Martins de Almeida, 31 anos, fazendeiro em Sertãozinho-SP; Euclides Bueno Miraglia, 21 anos, aluno do 3º ano da Escola de Comércio; Drausio Marcondes de Souza, 14 anos, auxiliar de farmácia, e Antonio Américo de Camargo Andrade, 31 anos, casado, comerciário, além de Orlando Oliveira Alvarenga, natural de Muzambinho-MG, 32 anos, escrevente de Cartório foram mortos.
Os líderes estudantis da Faculdade de Direito tomaram o nome Martins, do 1º; Miraglia, do 2º; Drausio do 3º e Camargo, do 4º nome e formaram a sigla MMDC, a primeira a aceitar voluntários para a luta armada que acabou acontecendo a partir de 9 de julho daquele ano. O livro “Cruzes Paulistas”, editado em 1936, logo após a Revolução, pela gráfica “Revista dos Tribunais”, de São Paulo, deixa claro que nenhum dos mártires do MMDC eram acadêmicos de direito da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco de São Paulo.
Vivaldo Pitta - RG. 6.028.556