Geral

Cips forma 600 jovens para o trabalho

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O Centro Intermunicipal de Promoção Social (Cips) realizou, ontem, a solenidade de conclusão de curso de 600 adolescentes. O evento fez parte da finalização dos trabalhos de preparação para o mercado de trabalho dos inscritos no primeiro semestre. O Cips já conta com mais 1.300 inscritos no curso iniciado para o segundo semestre, neste mês.

O presidente do Cips, João Carlos Previdello, conta que os jovens concluíram ontem os cursos de auxiliar eletricista, almoxarifado, secretariado, gráfica, telemarketing, marcenaria e computação. “O Cips oferece os cursos com estrutura pedagógica e prática e toda a matéria específica de cada área de formação. Estamos aprimorando a cada semestre o foco pedagógico dos cursos e temos tido bons resultados”, comenta.

Um exemplo prático da formação profissionalizante dos jovens é a presença de 200 meninos empregados com carteira de trabalho. O evento de ontem contou com a presença de familiares, amigos e colaboradores da unidade, que lotaram as dependências do Cips, no Centro.

O Centro de Promoção Social está atuando em uma nova fase. “Entramos na fase das novas instalações e estamos implementando o curso de hotelaria que vai abrir um outro campo potencial para os adolescentes e também servirá de base para atividades comuns do cotidiano, como higiene, organização da sua própria casa, quarto, etc.”, menciona Previdello.

O curso de hotelaria vai promover a formação em segmentos como garçom, lavanderia, cozinha, copa, arrumação e recepção. “A área envolve uma gama de atividades de uso também no dia-a-dia. Isso só é possível graças ao apoio dos conselheiros, dos voluntários, da prefeitura, do Estado e das empresas locais”, reforça o presidente.

O dirigente ressalta que o curso de telemarketing trouxe resultados objetivos. “Todas as meninas com treinamento em telemaketing saíram do curso empregadas. É uma área com bom espaço no mercado de trabalho, que exige fluência verbal e características próprias da comunicação”, cita.

Exatamente por lidar com atividades específicas, o Cips realiza uma ação de identificação da aptidão e do perfil do adolescente. “Alguns não contam com o perfil para telemarketing, como timidez por exemplo. Então nós verificamos se há necessidade de adequação ou se a orientação caminha para o treinamento em outra área, respeitando o jeito de cada jovem”, informa Previdello.

O Cips recebe adolescentes com idade entre 14 a 17 anos. “Mas os jovens entram em oficina já a partir dos 12 anos, com cursos que enfatizam a cidadania, como postura, higiene, comportamento, disciplina, bons modos. São jovens da periferia que precisam dessa formação inicial para a inserção na comunidade e na profissionalização”, finaliza.

Comentários

Comentários