Sou usuário do Núcleo de Saúde Mary Dota e no dia 3 de agosto, às 15h10, entrei na fila da farmácia, para marcar uma consulta de acompanhamento com o médico clínico geral, da qual faço uso quase que constantemente. Na minha frente, para serem atendidas, havia três senhoras com crianças, cinco pacientes para pegar remédios, marcar exames e remarcar consultas. O posto estava superlotado, crianças, recém-nascidos, idosos e pessoas que ali estavam desde às 11h, senhoras donas de casa, a maioria sem almoço. A pessoa que fazia o atendimento, de liberar remédio, agendar consulta, marcar exames nos laboratórios, dar informações sobre onde, como fazer, era uma mão-de-obra qualificada (enfermeira), uma única pessoa. De vez em quando vinha uma outra enfermeira lhe ajudar, pois esta era da inalação, da vacina, do curativo ou até mesmo a chefe da enfermagem. Eu, como as outras pessoas, ficamos na fila por mais de uma hora, pois eu saí do posto às 17h20. Quando o serviço não anda, o responsável é o funcionário? Ou será que é aquele que prometeu e nada fez? Ou isso é para acabar com a saúde do povo ou é prova total de incapacidade administrativa, pois não venham culpar os funcionários; pois nestas duas horas e dez minutos que ali fiquei, esta funcionária não saiu da sala. Cadê a verba que veio pra saúde; será que em seis anos não deu pra contratar? Pois nestes seis anos a ambulância é a mesma, os funcionários são os mesmos, só mudam o lugar de trabalho; a única coisa diferente neste pronto-socorro e posto de saúde são as paredes e divisória que mudam de lugar. Sem contar que o secretário já mudou umas três vezes, e melhora, nenhuma. Cadê o conselho de saúde desta unidade? Será que este serviço de liberar remédio, agendar consultas, exames, dar informações não seria melhor auxiliar administrativo ou até mesmo estagiários de enfermagem fazerem, pois é só entregar e orientar os pacientes. Quero com isso parabenizar a equipe de serviço do núcleo de saúde, pois estão fazendo serviço que não é da competência sua, pois vocês são enfermeiras, estão aí para ajudar a salvar vidas, mas estão fazendo serviço administrativo. No posto de saúde do Estado, na farmácia do SUS, quem faz este serviço é administrativo ou estagiário de farmácia.
Agora, espera que lá vem um aspone justificar e querer jogar a culpa no funcionário de carreira, e depois escreve: assessoria de imprensa. Obs.: não sou candidato.
Ricardo Wagner Ferreira de Souza - RG 6.111.633