A perda da liberdade é uma das punições impostas pela legislação criminal brasileira para todos aqueles que, de uma forma ou outra, infringiram a lei. A condenação não tem somente o objetivo de retirar o preso do convívio da sociedade, mas também de recuperá-lo e integrá-lo ao seu meio.
Várias alternativas foram adotadas nas unidades prisionais a fim de aumentar o índice de escolaridade dos presos e dar oportunidade a eles de se profissionalizarem.
Na região de Bauru, oito unidades prisionais concentram uma massa de aproximadamente 6 mil sentenciados. Deste total 3.432 trabalham e 2.149 estudam. Quando trabalham, eles conseguem reduzir a pena, pois para cada três dias trabalhados há o desconto de um, na penalidade. Além de uma pequena renda para custear as despesas pessoais que eles têm no presídio.
O salário, muitas vezes, é usado pelo detento para ajudar a sua família que pode estar passando por dificuldades financeiras do lado de fora das grades.
Dentro dos presídios, os sentenciados aprendem um ofício e aqueles que se sobressaem, muitas vezes, garantem uma vaga no mercado de trabalho após o cumprimento da pena.
Qualquer empresa que exerça uma atividade lícita pode oferecer serviços aos presos. As regras básicas são: pagamento de um salário mínimo por detento, pagamento de 10% para custear os gastos com água e energia elétrica e 5% para uma taxa de administração para a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso e um seguro para o sentenciado. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (14) 3203-2500 em Bauru, na gerência regional, localizada na rua Galvão de Castro, 5-85, Vila Carolina.