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Melhoria Contínua: Exagerado


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Desde a minha adolescência, uma observação me acompanha: a parte mais escura da noite ocorre exatamente um segundo antes de clarear o dia, que pode ser interpretado como “depois do máximo da tempestade vem o tempo bom”.

Em face disto, procuro prestar muita atenção nos ciclos que a vida propicia. Veja a China, por exemplo, que vive seus momentos de glória a cada 600 anos aproximadamente. Dá-se a impressão que existe um mecanismo de coordenação que alterna de forma sistemática, visando o equilíbrio.

Os cenários dos dias atuais mostram explicitamente que estamos caminhando aceleradamente para um extremo. Vivenciando picos máximos de violência, insegurança, terrorismo, ansiedade, pressa, egoísmo, vaidade, diversão, competição, exigências nos relacionamentos, de beleza artificial, de ousadias etc.

Exemplos é que não faltam:

Fiquei sabendo que alguns esportistas praticantes de ciclismo estão pedalando acima de 180km sem parar, provocando indícios de desmaios. Buscam obter o máximo de endorfina no cérebro, para provocar um bem-estar exagerado.

Essas ocorrências intensas, as buscas pelos exageros, estão denunciando o prenunciar de uma mudança grande. Algo está para romper, na minha opinião.

Sem sombra de dúvida, o “suficiente” está perdendo espaço para o “exagero”. No meio desse movimento desenfreado, são poucas as pessoas que estão buscando o equilíbrio, o famoso “nem 8, nem 80”.

Uma coisa é certa: tem que se chegar ao fundo do poço para alcançar novas maneiras de pensar.

Não sou vidente, mas algo me diz que as pessoas, de forma coletiva, estão encerrando suas buscas de paz e felicidade no externo para se voltar mais para si.

É o “ser” começando a triunfar sobre o “ter”. Reflitam sobre isso!

Sugestão de melhoria - Mesmo estando certo, nunca levante a voz para ninguém.

Davison de Lucas - Diretor da M. Davison & Associados

www.mdavison.com.br

mdavison@mdavison.com.br

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