Duartina - A professora Waldete Aparecida Junqueira Prado Rodrigues, 42 anos, compareceu na sexta-feira à Corregedoria Auxiliar da Polícia Civil, em Bauru, para denunciar uma suposta agressão que teria sido cometida contra ela pelo delegado Antônio Augusto de Campos Lima, de Duartina (38 quilômetros a sudoeste de Bauru). O delegado nega qualquer envolvimento no caso.
De acordo com a declaração feita por ela na corregedoria, a agressão teria ocorrido em meio a uma briga generalizada em uma chopperia no Centro da cidade, na madrugada do sábado, dia 31 de julho.
Waldete conta que estava no local acompanhada pelo marido, Ademir Rodrigues, e o filho, Samir Junqueira Rodrigues. Por volta da 0h30, o filho, de 19 anos, dirigiu-se até o banheiro, cuja entrada, segundo a professora, estaria bloqueada por algumas cadeiras, ocupadas por clientes do estabelecimento.
Diante da situação, teria tido início um “empurra-empurra”, que, por fim, transformou-se numa briga generalizada.
Em seu relato à corregedoria, Waldete declara que, no meio da confusão, o delegado a teria agarrado pelos cabelos e jogando-a no chão. Em seguida, ela afirma que teve o rosto pisado pelo policial e ainda teria recebido “muitos socos e pontapés”.
A agressão, segundo ela, teria resultado em ferimentos nos braços, nas costas e em uma fratura no nariz. Waldete foi levada ao hospital e na segunda-feira passada esteve na Delegacia Seccional, onde obteve uma requisição para passar por exame no Instituto Médico Legal (IML). O delegado Antônio Ângelo Ciocca preferiu não comentar o caso.
Alegando estar com receio de futuras represálias contra ela ou algum membro da família, a professora decidiu relatar o ocorrido à corregedoria, onde foi atendida pelo delegado Roberto Cabral Medeiros.
Outro lado
Segundo a versão apresentada pelo delegado Lima, ele estava na chopperia com a mulher dele e outros casais quando a briga começou. Ele disse que se sentiu na obrigação, como autoridade policial, de intervir para tentar controlar a confusão.
Ele declarou ter segurado o filho de Waldete e o estava retirando do local “numa boa”, quando foi empurrado pela professora, vindo a cair no chão. Em seguida, Lima alega que foi atingido por um copo também arremessado por Waldete. Depois disso, ele declara que levantou “zonzo” e foi levado para um canto da chopperia. “Eu simplesmente entrei (na briga) para apartar e fui agredido”, defendeu-se o delegado, que nega ter tocado na professora.
Ao ser acusado de agressão, o delegado disse ter enviado uma mensagem à Seccional de Bauru na mesma noite relatando sua versão dos acontecimentos.
Na corregedoria, deve ser instalada uma apuração preliminar do caso com prazo de 30 dias para ser concluída. Dependendo do resultado, o assunto poderá ser remetido para São Paulo. De acordo com o delegado Medeiros, sem saber ao certo o que aconteceu não tem como especular sobre eventuais penalidades.