Mesmo com o registro da quarta morte por leishmaniose no ano em Bauru, sendo a segunda no Parque Jaraguá, a Secretaria Municipal de Saúde não vai mudar o trabalho de combate à doença. O médico João Sérgio Carneiro, titular da pasta, afirma que as ações feitas são as preconizadas pelo Ministério da Saúde.
Ele ressalta que foi ampliado o trabalho de busca ativa, para localizar suspeitos da doença no Jaraguá. “E pedimos a colaboração da população para a limpeza do terreno”, diz. O Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da Secretaria de Saúde, mantém 120 agentes nas ruas trabalhando na busca de suspeitos e na prevenção da doença com a ajuda de mais 12 funcionários da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen).
De acordo com Flávio Tadeu Salvador, coordenador do Núcleo de Controle de Vetores do DSC, o mosquito palha, que é o transmissor da leishmaniose, infesta a maior parte da cidade. “Dos 55 setores que a cidade foi dividida para nosso trabalho, somente em 16 o mosquito não foi achado”, frisa.
Para ele, a nebulização para matar o mosquito transmissor da doença não é a saída. “O problema é o custo/benefício. Cada agente conseguiria pulverizar apenas três imóveis por dia. A nebulização tem que ser feita em todas as paredes da casa, por dentro e por fora. Só em um dos setores infestados temos 29 mil imóveis”, frisa.
O secretário de Saúde adianta que como o período de incubação da leishmaniose é longo - pode variar de dez dias a dois anos -, serão preciso dois anos após o último caso para afirmar que a doença está sob controle.