Economia & Negócios

Estudantes fazem 30% das locações

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

O crescimento do número de universitários em Bauru ao longo dos últimos anos também vem se refletindo no mercado imobiliário da cidade. O Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci) estima que os estudantes são responsáveis por 30% das locações efetuadas no município. Em fevereiro e março, início do ano letivo, esse percentual chega a 60%.

O delegado regional do Creci em Bauru, Roberto de Lima Barbosa, acredita que o número de imóveis locados para estudantes sofrerá ligeiro aumento este mês em razão da chegada à cidade dos alunos que foram aprovados nos vestibulares de julho. “Não será um crescimento igual ao que nós registramos no início do ano, mas com certeza haverá uma melhora”, projeta.

Ele afirma que os universitários acabam movimentando o mercado imobiliário como um todo. “Isso forma uma corrente. A família disponibiliza o apartamento para o estudante por R$ 250,00 e passa a morar em uma casa maior”, relata.

Segundo Barbosa, a maior procura é por apartamentos na faixa de R$ 280,00 a R$ 320,00. “Esse preço costumava ser maior, mas com o aumento do valor do condomínio, os proprietários foram obrigados a baixar o aluguel”, comenta.

O economista Reinaldo Cafeo também constata a redução no valor do aluguel. “Antes, o proprietário costumava cobrar 1% do valor do imóvel por mês. Hoje, se ele alugar por 0,5% e conseguir se livrar do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e do condomínio, já estará satisfeito”, compara.

Para Cafeo, a importância dos universitários na economia de Bauru vai além da locação de casas e apartamentos. “Você tem que contabilizar desde o deslocamento que o estudante faz entre os municípios até o consumo de bens e serviços e nas lanchonetes”, declara.

Valores

Um levantamento feito pelo Creci em todo o Estado mostra que, no mês de junho, 62% dos imóveis locados no Interior paulista estão na faixa de R$ 201,00 a R$ 400,00. “É uma realidade que se reflete em Bauru, provocada principalmente pelos estudantes”, destaca Barbosa.

Ainda de acordo com o Creci, 90% dos imóveis locados no Interior custam ao inquilino até R$ 600,00 mensais. “Esse índice também é constatado por aqui, já que a maior parte das casas está na faixa de R$ 450,00 a R$ 600,00”, analisa o delegado regional do órgão.

Ele explica que o levantamento costuma consultar entre 15 e 20 imobiliárias do município. “Estamos tentando ampliar a quantidade de pessoas que fazem parte da sondagem, mas muitas têm receio de passar as informações. Elas não devem se preocupar, porque o Creci mantém sigilo absoluto em relação aos dados que são transmitidos”, argumenta.

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