Quem assistiu ao filme “Tróia”, recentemente exibido nos cinemas de Bauru, teve a curiosidade aguçada pela Grécia, a primeira civilização de que se tem notícia.
Nos últimos meses, muitos livros foram lançados sobre o país, caso de “Maratona”, lançamento da Ediouro que narra o significado político da prova que encerra as Olimpíadas e revistas especializadas como “Grécia - Turismo, Filosofia & História”, da Viagem e Turismo (Editora Abril).
Publicações para quem quer mergulhar de cabeça na morada dos deuses e saber mais sobre as divindades descritas por Homero, já que o roteiro do filme sacrificou a ligação dos protagonistas com as divindades.
É o caso de Afrodite, deusa do amor e da fertilidade que foi escolhida por Páris, príncipe de Tróia, como a deusa mais bela do Olimpo.
Para tanto, prometeu ao príncipe o amor da mais linda mortal. Páris aceitou o acordo, mas a belíssima Helena era casada com Menelau, o rei de Esparta. Mesmo assim, Páris a raptou e a levou para Tróia.
Ofendido, Menelau pediu a ajuda dos gregos, que enviaram mil navios em direção a Tróia, numa batalha que durou dez anos.
Essa epopéia é narrada por Homero no poema de 16 mil versos, A Ilíada. Embora não apareça no telão, os deuses também se envolveram.
Com a ajuda de Apolo, Páris matou o supostamente invencível Aquiles (Brad Pitt, no cinema). Mas o contra-ataque veio logo.
Inspirados por Atena e pela astúcia de Ulisses, os gregos ofereceram aos troianos um cavalo de madeira. Dentro, 50 soldados esperavam a noite cair para, uma vez na cidadela, abrir os portões e permitir a entrada dos demais guerreiros gregos.
Não se sabe se a cidade mítica existiu, embora no século 19 o arqueólogo alemão Heinrich Schliemann tenha descoberto a possível localização de Tróia, que ficaria junto ao Monte Hisarlik, na Turquia.