Atenas - A partida de estréia da seleção feminina de basquete nos Jogos Olímpicos, marcada para as 10h45 (de Brasília) de hoje contra o Japão, é encarada como o ponto de partida para a grande chance de afirmação brasileira no esporte. Após as conquistas da prata em Atlanta-96 e do bronze em Sydney-00, a equipe treinada poelo bauruense Antônio Carlos Barbosa inicia sua luta pelo inédito ouro olímpico na modalidade.
O treinador sabe que terá pela frente um grupo difícil, que dará trabalho para uma possível classificação brasileira. O Grupo A é formado, além do Japão, por Rússia e Austrália, duas das grandes forças do basquete feminino mundial. Grécia e Nigéria também estão no grupo, mas nãqo devem ser obstáculos para as brasileiras. O Grupo B conta com EUA, China, Espanha, Coréia do Sul, República Tcheca e Nova Zelândia.
Barbosa espera dificuldades desde a primeira partida. “Os fracos ficaram pelo caminho. Quem chegou a Atenas são as seleções que sabem jogar”, afirmou.
A receita do treinador para o jogo de hoje é reforçar a defesa para conter a velocidade da equipe japonesa. Por isso, resolveu escalar a ala-pivô Leila, de 1,87m, no lugar da pivô Cíntia Tuiú, de 1,95m. As demais titulares são Helen, Iziane, Janeth e Alessandra.
Segundo Barbosa, é preciso jogar de acordo com o adversário. “No basquete, não há apenas cinco titulares. Fiz a opção de começar com a Leila porque precisamos ter mais velocidade na marcação. Mas nem por isso vamos perder a vantagem que temos na estatura, principalmente no ataque”, explicou Barbosa.
A estratégia do treinador é tentar evitar o passe rápido e os chutes de três pontos do time japonês, que joga em velocidade, como fazem normalmente os países asiáticos.
Leila, campeã mundial em 94 e medalha de prata em Atlanta-96, está confiante em seu retorno olímpico - a jogadora não pôde ir a Sydney-2000 devido a uma lesão no joelho direito nos Jogos Pan-americanos de Winnipeg-99. “Eu fiquei muito tempo parada por causa do problema médico. Depois, tive o meu filho, Davi, que fez dois anos há dois dias (na quarta-feira). Mas o Barbosa me disse que me queria de volta para os Jogos Olímpicos, e aqui estou em Atenas para jogar”, contou Leila.
Lideradas pela experiente ala Janeth - única presente nas três participações olímpicas -, as brasileiras contarão com seis atletas que já serviram a seleção nos Jogos. Além de Janeth, estiveram em Sydney as jogadoras Adrianinha, Alessandra, Helen, Cíntia e Kelly. A equipe aposta na combinação da experiência com mais outras cinco novatas: Karla, Silvia, Vivian, Iziane e Érika.