Nesta semana de agosto é celebrada a Semana Nacional da Família. Em todas as igrejas católicas de Bauru, principalmente na paróquia da Sagrada Família, no Jardim Marambá, cujo pároco é o padre Júnior, foi realizada essa celebração com a participação de toda a comunidade.
Como paroquiano, tenho participado, todas as noites, das celebrações que me induziram a fazer algumas reflexões, através deste espaço, sobre a família, instituição criada por Deus. Certa vez, um artista, após inúmeros e belíssimos trabalhos, queria pintar uma obra que superasse a todas já pintadas por ele. Procurando um motivo para o quadro, perguntou a um sacerdote qual era a coisa mais bela para ele retratar. E o padre lhe respondeu que a fé era a coisa mais bela do mundo.
No outro dia, perguntou a mesma coisa a uma jovem noiva que lhe respondeu que o amor enriquece os pobres, suaviza as lágrimas e torna tudo mais belo. Resolveu o artista, finalmente, consultar também um soldado que havia cruzado o seu caminho. Este, cansado das batalhas, desabafou afirmando que a paz é a coisa mais bela da vida e que, onde fosse encontrada, fá-lo-ia mais feliz.
Com as respostas obtidas, o artista pôs-se a refletir, sem saber como pintar a fé, o amor e a paz numa só obra.
Ao chegar à sua casa, percebeu o amor brilhando nos olhos da esposa, a paz irradiando das ações dos filhos e a fé que ele próprio trazia no coração. Assim, o grande pintor colocou no quadro a obra-prima com que tanto sonhara: a sua família! Que bela conclusão!
A pintura, como a educação, são artes. Como auxiliares de Deus na obra da criação, os pais têm a missão de artistas, isto é, de fazerem de seus filhos uma obra-prima. Para moldar sua escultura, o artista tem que usar o cinzel, tem que tirar as sobras se for necessário. O artista diz não ao que sobra e diz sim a tudo o que embeleza a sua obra.
Artistas na educação de seus filhos, muitos pais sabem que dizer não e impor limites causa desgastes, provoca discussões, exige explicações, mas que é uma atitude necessária. Educar para a vida é oferecer aos filhos uma formação sólida que comporta o diálogo, a partilha dos momentos bons e momentos difíceis. Comporta o carinho, a ternura, a capacidade de emocionar-se e até mesmo de chorar juntos.Educar os filhos para a vida exige incentivos e limites. Mas tudo com muito amor, fé e paz.
Pai e mãe, os primeiros e os principais educadores de seus filhos, para serem eficientes na educação, precisam da solidariedade mútua, devem falar a mesma linguagem. Os dois são responsáveis pela missão educadora. A firmeza e a disciplina do pai deve misturar-se com a bondade e a ternura da mãe.
Mais do que pelos conselhos que dão, os pais educam por aquilo que são e aquilo que fazem. O primeiro evangelho para os filhos continuará sendo o testemunho de vida dos pais. (Prof. Gino Crês)