Regional

Facas artesanais da região são vendidas para todo o Brasil

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Fabricar facas artesanais de qualidade é uma atividade bastante rentável. Existe no mundo grande número de cuteleiros, tanto “part’ quanto “full time”. Os Estados Unidos é o país que lidera essa atividade com aproximadamente 5 mil cuteleiros devidamente registrados. Porém, os melhores profissionais da atualidade não são dos EUA. Os grandes nomes estão na França, Alemanha e Itália, embora em pequeno número.

A cutelaria profissional surgiu no século 18, com artesões que se especializaram nos diversos objetos que usam lâmina. Anteriormente, a atividade era uma das muitas exercidas pelos ferreiros.

Atualmente, uma faca artesanal é classificada como uma obra de arte principalmente porque exige dedicação e atenção do cuteleiro. Detalhes e o uso de material de alta qualidade fazem com que as peças sejam únicas e tenham seu preço cotado na moeda norte-americana.

Na região de Bauru existem vários cuteleiros em atividade. Cada um com suas habilidades e criatividade produz facas que atravessam o mundo pelas mãos de colecionadores e apaixonados pela arte.

A cuteleira Marina Farão, 37 anos, moradora em Lençóis Paulista, diz que é a primeira mulher no Brasil a fabricar facas. Ela exerce a atividade nas horas de folga e ministra cursos para quem gosta de criar suas próprias peças ou quem pretende fazer da cutelaria o seu ganha-pão.

Na região, mais especificamente em Agudos, Lençóis Paulista, Jaú e Bariri, existem cuteleiros profissionais que fazem facas para o Brasil e Estados Unidos. Peças exclusivas trabalhadas pelas mãos de um deles, Ângelo Gaeta, colocaram o artesão entre os 100 melhores do mundo em 1999.

O cuteleiro Genésio de Bem Neto, de Agudos, fornece certificado de garantia sem limite de tempo. Se a faca for danificada ou perder o corte na atividade para a qual ela foi destinada, ele refaz o corte ou troca o produto, tal a segurança que tem da mercadoria que cria e comercializa.

Em Bariri, Vaniro Ferrarezi Michelassi fabrica facas semi-artesanais e já sonha com a exportação que pode dar novo impulso ao negócio. Para atrair o comprador externo, ele fabrica peças temáticas, com tábuas de churrasco e com as cores do Brasil.

Comentários

Comentários