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É preciso fugir às aparências


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As urnas de outubro estão se aproximando rapidamente e os candidatos ao Executivo e Legislativo municipais caminham também, aproximando-se do eleitorado, ao mesmo tempo que a Justiça Eleitoral adota preliminares para assegurar aos eleitores o exercício do sufrágio sem constrangimentos e imposições. Afirme-se, então, que para externar quem é quem na sua concepção o povo tem suporte legal assegurado para sufragar livremente os candidatos a prefeito e vereador de sua preferência.

Conseqüentemente, nestas vésperas de 3 de outubro, quando será estereotipado o comando administrativo do município, oportuno é fazer-se um lembrete à comunidade votante: tente votar bem! E para fazê-lo reflita com isenção, procurando verificar se os nomes que, pela tônica de suas campanhas, pelo volume de sua propaganda, pela insinuação de sua dialética e pelo influxo de sua simpatia física ou pessoal, são, na verdade, os que têm condições de se apresentar para exercer o mandato tendo em vista o bem comum em toda a plenitude, nisto inseridas a honestidade, a competência e a sensibilidade às aspirações justas e indeclináveis da sociedade.

É imperioso que o povo medite bastante, desde logo, a respeito de tudo isso, para que não venha a votar mal, empurrado por impulsos de predileções orquestradas pelas famosas máquinas do marketing eleitoral, pois tem que se ater ao valor incontestável dos postulantes, medidos pela sua real capacidade, seu passado e exequibilidade de sua proposta. Valorizar o voto, que não vale somente por ocasião do pleito e, indiscutivelmente, por quatro longos anos, é totalmente necessário, não podendo o votante menos avisado subestimá-lo inconseqüentemente, dando-o irresponsavelmente como se dele não dependa o progresso do município e de si mesmo, bem como a felicidade sua e de seus filhos, bem como das futuras gerações, merecidamente sonhadoras.

Por isso, lá na cabina indevassável, diga-se, lá no confissionário onde só Deus testemunha e pode iluminar as consciências, incumbe ao eleitor refletir sobre a grandiosidade da tarefa que tem pela frente e está em suas mãos, abstraindo-se plenamente da sonoridade das cantilenas dos comícios, do horário gratuito da mídia, daquelas levadas de porta-em-porta e, então, procure registrar na sua cédula o que de melhor apresente o painel eleitoral outubrino. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado, é o jornalista responsável do JC.

“Sobre a contingência da matéria alça-se soberanamente o sentimento generoso porque só o afetivo é efetivo. E prevalecerá o espírito!”

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