Economia & Negócios

Bolsa de Valores sobe 3,26% com giro de R$ 3,317 bilhões; dólar recua 0,37%

Regina Pitoscia
| Tempo de leitura: 5 min

AGENDA ECONÔMICA

Aplicações, negócios e tendências

A Bolsa de São Paulo disparou e fechou com valorização de 3,26%, amparada por um volume financeiro de R$ 3,317 bilhões, giro mais elástico desde o de R$ 3,406 bilhões, de 18 de fevereiro. Embora R$ 780 milhões desse total tenham sido movimentados pelo vencimento de contratos futuros de Índice Bovespa (Ibovespa) futuro na BM&F, o volume restante, de R$ 2,537 bilhão, correspondeu a negócios no mercado à vista.

A alta da Bolsa, a mais elevada desde 27 de maio, quando subiu 3,40%, neutralizou as perdas do ano e do mês e ampliou o ganho da semana. No ano, a Bolsa paulista passou a acumular rentabilidade de 2,44%; a do mês está em 1,98% e a da semana, em apenas três dias, está em 6,44%. Em número de pontos, 22.778, o Ibovespa do fechamento de ontem é o mais alto desde o de 12 de abril, quando estava no nível de 22.779 pontos.

O sentimento de que uma decisão do STF favorável ao governo remove uma grande incerteza em relação ao equilíbrio das contas públicas - a derrubada da contribuição dos inativos, criada pelo governo na reforma previdenciária, provocaria um rombo anual estimado em mais de R$ 1 bilhão na conta da Previdência - manteve o dólar em baixa, pela quinta vez consecutiva. O dólar encerrou os negócios vendido por R$ 2,985, cotação mais baixa desde a de R$ 2,955 de 5 de maio. A queda de 0,37% no dia ampliou a perda na semana para 1,19% e no mês para 1,74%; a valorização do ano encolheu para 2,82%.

O otimismo espraiou-se também no mercado internacional, onde os títulos da dívida externa brasileira fecharam no nível máximo de cotação, pelo quinto dia seguido. O mais negociado deles, o C-Bond, valorizou-se 0,26%, cotado por 96,625 centavos de dólar do valor de face do papel. O risco-país recuou 0,72%, para 550 pontos, nível mais baixo desde os 541 pontos de 13 de abril. Ao longo do dia, o risco país chegou a cair para 540 pontos.

O foco dirigido à votação do STF fez com que o mercado trabalhasse alheio ao último dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para a definição do rumo do juro básico. A decisão, anunciada no início da noite, não fugiu à ampla expectativa do mercado: manutenção da taxa básica de juros em 16% ao ano, nível em que vem rodando desde abril, sem adoção de viés.

A aposta antecipada na vitória do governo pela cobrança da contribuição previdenciária dos servidores inativos, na retomada de votação do Supremo Tribunal Federal (STF) em meados da tarde, provocou uma onda de otimismo no mercado financeiro.

Renda Fixa

Taxa bruta ao ano: 15,82%

Rendimento líquido/30 dias: 0,99%

Pela taxa máxima de 15,82% ao ano, uma aplicação em CDB com prazo de 30 dias corridos e 21 úteis rendeu 1,23% bruto e 0,99% líquido. Uma aplicação de R$ 5 mil nas agências rendeu, de acordo com a taxa média ofertada pelos bancos, 12,17% ao ano ou 0,96% bruto e 0,77% líquido; de R$ 30 mil, 13,39% ao ano ou 1,05% bruto e 0,84% líquido; e de R$ 50 mil, 14,67% ao ano ou 1,15% bruto e 0,92% líquido.

Bolsa

São Paulo: alta de 3,26%

Volume: R$ 3,317 bilhão

A Bolsa de São Paulo fechou em alta de 3,26%, em 22.778 pontos. A Bovespa acentuou a alta no início da tarde, após o pronunciamento do voto do ministro Cézar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou constitucional a cobrança da contribuição dos inativos. Para o mercado, o voto de Peluso sinalizou que o governo deveria sair vitorioso no julgamento da contribuição pelo STF, o que animou os investidores. O forte volume de R$ 3,317 bilhões foi inflado pelo vencimento do exercício do Índice Bovespa (Ibovespa) na BM&F, que movimentou R$ 780,230 milhões. O avanço de 3,26% no dia ampliou o ganho na semana para 6,44%. No mês, a valorização está em 1,98%, que sobe para 2,44% no ano. Nos EUA, o índice Nasdaq, da Bolsa eletrônica, avançou 2,01% e o Dow Jones, da Bolsa de Nova York, ganhou 1,11%. As ações que mais subiram, dentre as 50 que compõem o Índice Bovespa (Ibovespa), foram Tele Leste Celular PN, 10,0%; Tele Centro Oeste PN, 9,8%; Net PN, 9,0%; Cesp PN, 6,9%; Cemig ON, 6,4%. Apenas uma ação do Ibovespa fechou em baixa: Embratel Participações ON, 0,1%.

Ouro

Fechamento: R$ 38,40

Variação: baixa de 1,03%

O ouro negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou o pregão com queda de 1,03%, cotado por R$ 38,40 o grama. O volume negociado foi de 48 kg. No mercado de Nova York, na Commodity Exchange (Comex), a onça-troy (31,104 gramas) de ouro foi cotada por US$ 404,80 nos contratos para entrega em setembro, um recuo de 0,02% ou US$ 0,10.

Dólar

Fechamento: R$ 2,985

Variação: queda de 0,37%

Não foi registrado nenhum negócio no câmbio negro, por causa da ação da Polícia Federal no dia anterior. No comercial, as cotações recuaram ainda mais por causa da expectativa do governo no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a contribuição dos inativos. O dólar comercial recuou 0,37%, negociado por R$ 2,983 na compra e R$ 2,985 na venda, e acumula perda de 1,19% na semana e de 1,74% no mês. A valorização no ano encolheu para 2,82%.

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Tendências no mercado

Contratos de juro futuro negociados na BM&F com vencimento em setembro projetam taxa efetiva de 0,58% para agosto, correspondente a um juro de 15,80% ao ano. Contratos de dólar futuro indicam avanço de 0,37%, para R$ 2,996, até setembro, e alta de 1,54%, para R$ 3,031, até outubro. Índice Bovespa (Ibovespa) futuro sugere valorização de 2,10%, para 23.257 pontos, até o próximo vencimento, em outubro.

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Impostos municipais

Desde 1 de janeiro de 1996, a UVF (Unidade de Valor Fiscal) - a moeda municipal - foi extinta. Com isso, todos os tributos municipais serão atrelados à Ufir (Unidade Fiscal de Referência). Para calcular o valor em reais a ser pago em determinado tributo, é necessário multiplicar o valor impresso na guia de pagamento (de IPTU, por exemplo) por R$ 1,0641 (Ufir atual).

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