Regional

Pirajuí abre cadeia para mulheres

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Pirajuí - O número de presas em Bauru e região cresceu assustadoramente nos últimos cinco anos. Não há um levantamento preciso, mas a informação é de que, nesse período, foi necessário instalar mais dois presídios para atender a demanda. Na semana passada, a Delegacia Seccional transformou a cadeia de Pirajuí (58 quilômetros a noroeste de Bauru) de masculina para feminina. O novo presídio tem capacidade para 36 presas e em uma semana já está com 26.

Só para se ter uma idéia do crescimento da demanda, há cinco anos a cadeia de Cabrália Paulista, a única feminina da região, com capacidade para 30 presas, atendia a seccional de Bauru, Lins e Jaú. Depois de passar por vários problemas de superlotação, as seccionais de Lins e Jaú instalaram seus próprios presídios femininos.

A cadeia de Cabrália passou a atender somente a Seccional de Bauru, explica o delegado seccional Antônio Ângelo Ciocca. “A população carcerária se mantinha entre 50 e 60 presas. Há cerca de um ano, esse número saltou para 70 e tivemos que transformar a cadeia de Duartina de masculina para feminina.”

Com capacidade para receber 18 presas, a cadeia de Duartina serviu para minimizar a superpopulação carcerária de Cabrália Paulista. Atualmente, Duartina está com 39 presas e a Seccional de Bauru não tinha mais onde acolher as mulheres.

A solução foi transformar a cadeia de Pirajuí, desativada este ano como presídio masculino, para receber as presas. “Tem capacidade para 36 mulheres e está com 26.”

Ciocca diz que o total de presas da Seccional de Bauru atingiu o número de 117. “Na segunda-feira, eram 111. O número de prisão de mulheres cresceu muito. A maioria delas tem envolvimento com drogas, são presas por tráfico.”

Em junho do ano passado, a Delegacia Seccional de Bauru tinha 10 cadeias, sendo nove para o público masculino e uma para atender o feminino. “Desativamos a cadeia de Bauru, Piratininga, Lençóis Paulista, Pederneiras, Pirajuí, Duartina, Reginópolis e Agudos. Ficamos com a cadeia de Avaí.”

Atualmente, a seccional possui um presídio masculino e três femininos. O delegado explica que a falta de uma penitenciária feminina na região já foi comunicada aos seus superiores.

Na região de Bauru são oito penitenciárias masculinas e nenhuma feminina. As delegacias seccionais de Bauru, Jaú, Botucatu e Marília têm que encaminhar as presas condenadas para o sistema penitenciário, o que significa removê-las para a Capital, quando há vagas disponíveis. Na maioria dos casos, as presas cumprem toda a pena nas cadeias.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária, não há previsão, até 2005, de construção de penitenciárias femininas na região.

Comentários

Comentários