O desenvolvimento de substâncias capazes de estimular o organismo humano a produzir anticorpos contra doenças infecciosas é considerado um marco na saúde mundial. Nas últimas décadas, as vacinas tornaram-se barreiras indispensáveis no combate a dezenas de doenças e são importantes aliadas do ser humano na prevenção às deficiências.
Um dos melhores exemplos disso foi a erradicação da poliomielite em diversos países do mundo. Responsável pela paralisia infantil, a doença causou deficiência física em milhares de pessoas até há poucos anos. No Brasil, o último caso da doença foi registrado em 1989.
O médico infectologista Marcelo Pesce Gomes da Costa comenta que mulheres que pretendem engravidar devem ser vacinadas contra a rubéola e o tétano. “Por ser feita com vírus vivos, recomenda-se que a vacina contra rubéola seja tomada pelo menos três meses antes da mulher engravidar. O ideal é tomar na adolescência, pois ela vale por muitos anos”, comenta.
Já a imunização contra o tétano deve ser feita entre o quinto e o sétimo mês da gestação, segundo o especialista. “O tétano neonatal é uma doença grave, que pode deixar seqüelas e incapacidades importantes no bebê, quando não mata. Ao ser imunizada, a mãe transfere anticorpos ao feto e protege o bebê”, comenta.
A imunização contra o tétano será reforçada no segundo mês de vida do bebê, quando ele recebe a primeira dose da vacina tríplice, contra difteria, tétano e coqueluche. Antes disso, logo nos primeiros dias de vida, ele recebe a BCG (contra formas graves de tuberculose) e hepatite B.
A vacina contra pólio é aplicada em três doses, com reforços até os 5 anos de idade. No decorrer do crescimento, a criança será imunizada, ainda, contra meningite, febre amarela, sarampo, rubéola e caxumba. A partir dos 12 anos, recomenda-se que as mulheres recebam a vacina dupla viral (contra sarampo e rubéola).
“Hoje praticamente não se ouve falar nessas doenças, justamente por causa das vacinas, mas elas já mataram e incapacitaram muita gente no passado. Todas as vacinas, de alguma forma, previnem problemas. Algumas delas atuam de forma pontual na prevenção de seqüelas físicas e mentais”, ressalta.