Tribuna do Leitor

Carreata em xeque


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No último domingo (15/08), estava trabalhando quando irrompeu pela avenida Getúlio Vargas uma carreata de um candidato a prefeito. Na frente, seguia uma viatura da PM de Trânsito e vinham atrás uns 40 a 50 veículos entre caminhões, carros, motos e bicicletas com faixas, cartazes, adesivos e buzinas, muitas buzinas trazendo um desconforto sem igual para todos os impotentes cidadãos que por ali transitavam ou tentavam conversar, escutar uma música, falar ao telefone, etc. Não existe limite do barulho produzido em vias públicas mesmo de dia? Somos obrigados a ouvir buzinaços, musiquinhas de campanha sem pedirmos? Vi cenas de total desrespeito ao Código Nacional de Trânsito como: um garoto de seus 8 anos com o corpo do lado de fora do veículo agitando uma bandeira ou mesmo um motorista agitando uma bandeira com a mão para o lado de fora do veículo, um motociclista fumando enquanto fazia zigue-zagues e seu passageiro tocava uma buzina infernal.

Rapidamente, fiz uma enquete com frequentadores do meu local de trabalho a respeito da validade de tal manifestação: de 35 entrevistados, 32 disseram ser contrários a esse tipo de propaganda e não seriam influenciados pelo barulho, muito pelo contário. Os outros trez não souberam se pronunciar, fazem intercâmbio em nossa cidade: um australiano, uma indiana e a outra dinamarquesa... Eles devem achar que ou somos extra-terrestres ou é algum tipo de ritual silvícula.

Marco Labão

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