Reginópolis - Quem chega a Reginópolis (70 quilômetros a noroeste de Bauru) fica sem saber direito o que está acontecendo ali. A imagem leva inevitavelmente a questionamentos. O que significam tantas bandeiras coloridas espalhadas pela cidade? E por que algumas são azuis e amarelas e outras vermelhas?
Uma conversa rápida com qualquer morador da cidade acaba com as dúvidas. Trata-se de um novo método de campanha eleitoral. Novo em Reginópolis e desconhecido na maior parte das cidades da região, mas tradicional em Iacanga, de onde teria sido “importada” a idéia para a cidade vizinha.
Se as bandeiras refletirem nas urnas a preferência do eleitorado, a disputa será acirrada. Existem bairros onde uma cor prevalece sobre a outra, mas no geral a cidade parece estar dividida ao meio.
As bandeiras vermelhas indicam apoio à atual prefeita e candidata à reeleição, Carolina Veríssimo (PMDB). Já as bandeiras azuis e amarelas servem para demarcar o território do candidato adversário, o médico Cláudio Undiciati (PSDB).
A polarização da disputa entre apenas dois candidatos colaborou para a “guerra das bandeiras”, que teve seu ponto de partida no Jardim Primavera, na casa de uma candidata a vereadora pelo PSDB.
Depois que ela decidiu hastear uma bandeira com as cores do partido tucano, a iniciativa ganhou corpo e se espalhou rapidamente.
Como forma de também demonstrar prestígio junto à população, a coligação que apóia a prefeita decidiu fazer o mesmo e passou a distribuir bandeiras vermelhas nas casas de simpatizantes. As próprias coligações se encarregam de comprar o tecido, confeccionar as bandeiras, cortar os bambus e instalar na casa dos eleitores. Tudo de graça.