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Perigo à vista


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Não escondem os etmólogos uma preocupação que, na verdade, não pode deixar de preocupar: a incontida destruição da camada de ozônio existente no universo. Justifica a reação, não só dos especialistas como dos povos em geral, a convicção assustadiça que se tem de que o ozônio, primo-irmão do oxigênio, “constitui a proteção natural que o planeta possui e que impede a penetração exagerada de radiação danosa em nossa saúde”. E tão importante dádiva da natureza vai sendo tragicamente subtraída porque o homem moderno está interferindo negativamente em seu significativo processo.

É uma destruição lenta e gradual, mas real, média geral de 4% por década, tendo em vista, reafirmamos, a incessante ingerência humana na vida do meio ambiente, fazendo com que se abra uma imensa fenda na camada da espécie, a qual, para felicidade dos brasileiros, não ocorre por aqui, restringindo-se às regiões da Antártida, polo Sul da grande terra. Mesmo assim - pensa-se - se o gravíssimo problema existe em algum lugar, há que se entender que, um dia, venha a acontecer em outras áreas também, inclusive Brasil, e, então, atentar contra o bem-estar físico de milhões, pois, conforme preceituam os especialistas, já existe conhecimento de que as pessoas podem aproveitar o sol ozonífero em qualquer horário, mas o seu uso pode causar câncer da epiderme e outros males físicos, “uma vez que sua radiação interage com a pele humana de forma agressiva e seus excessos não são benéficos, já que o bronzeamento provoca estresse. A pele muito branca é a mais sensível e a negra resiste mais.”

Da exposição que aqui se faz se inferem os perigos que rondam a humanidade com a progressiva destruição do ozônio existente na Terra nossa não só de cada dia mas de todos os tempos, a qual vai fazendo com que o próprio homem esteja alicerçando a sua extinção, diga-se, o tristonho fim do mundo. Há um perigo que não se pode perder de vista, cabendo a todos afugentá-lo quanto possam, preservando com coragem e capacidade o gás que a natureza lhes oferece. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado, é o jornalista responsável do JC. “Uma sociedade que harmoniza o presente ganha imediatamente a paz, mas perde o futuro que nem sempre está distante”.

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