Política

Candidatos vão atuar na saúde básica

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

Os oitos candidatos a prefeito de Bauru afirmaram, durante encontro promovido na sede da Associação Paulista de Medicina (APM) anteontem, que vão atuar pela inversão da política municipal de saúde, priorizando a revitalização das unidades básicas ao invés da concentração atual de recursos nas áreas de urgência e emergência.

De uma forma geral, apenas a implantação da gestão plena de saúde - em que o município concentra todos os recursos do setor para decidir onde e como aplicar - ainda não é unanimidade entre os prefeitáveis.

Luiz Carlos Valle (PSB) defendeu a informatização do sistema como forma do governo ter informações para implementar sua política de saúde. Em sua avaliação, a falta de informatização provoca desperdícios e gera dispêndios desnecessários com exames e consultas por falta de dados.

Tuga Angerami (PDT) defende a gestão plena e a revitalização do sistema a partir do fortalecimento das unidades básicas de saúde. Em sua opinião, a reforma do sistema passa pela inversão do regime atual que privilegia os gastos com quem já está doente. Ele quer implantar o médico de família.

Caio Coube (PSDB) disse que vai investir na recuperação da rede primária e aumentar a resolutividade do sistema, inserindo como novo modelo de atendimento o médico de família e o programa de saúde da família.

Sandro Fernandes (PSTU) criticou o nível do atendimento pelo atual governo, reforçou que foram feitas denúncias por meio de sua militância como advogado junto ao Sindicato dos Servidores (Sinserm) e considerou que o modelo atual está em xeque.

Antonio Sérgio Marsola (PPS) lembrou que Bauru foi situada, em recente pesquisa, entre as melhores cidades do País, sendo que a saúde ficou em 8º lugar. Disse que vai conhecer as necessidades da população e prometeu executar o que for reivindicado.

Maria Cristina Romão (PCO) comentou que antes de falar sobre as ações na área de saúde, o candidato deve tratar das dívidas municipais. Ela defende o não-pagamento das dívidas.

Clodoaldo Gazzetta (PV) acha que o problema está na forma gerencial da cidade. Ele defende a criação de comitês de gestão, nas quais o cidadão define as prioridades e onde deve ser investido o recurso público.

Estela Almagro (PT) também apontou que a saúde financeira da cidade precisa ser administrada antes. Ela quer rediscutir os débitos com os credores e promete cobrar os devedores de impostos e instalar o programa de saúde da família.

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