Tribuna do Leitor

Privacidade globalizada


| Tempo de leitura: 2 min

O mundo já não é tão imenso como no passado. O avanço tecnológico faz com que a aldeia global seja cada vez menor. As inovações da ciência tornam as informações extremamente velozes. Nesse contexto, o cidadão tem a sua privacidade, isto é, suas informações pessoais, ameaçadas constantemente.

A busca por um mundo organizado, ou seja, fácil de alcançar conhecimento, é objetivo da sociedade há muito tempo. Diderot e D’Alembert organizaram vários livros em uma enciclopédia permitindo maior agilidade para a pesquisa. Entretanto, as informações voam pelos satélites hoje em dia. Muitas vezes, a tecnologia permite realizações maravilhosas como médicos operando à distância - salvando vidas. Mas também podemos ter um mau uso desse aparato e a nossa vida ser privada de liberdade, como exemplo, os grampos telefônicos não autorizados da Brasil Telecom.

Portanto, as pessoas, como sempre, usam o livre arbítrio para escolher o seu caminho. Nesse caso, mau destino é a invasão de privacidade do ser humano, do cidadão. O nosso endereço na Internet que deveria ser para os nossos contatos se transformam em mercadoria caindo na mão de empresas em busca de mercado farto. As nossas contas bancárias são invadidas por quadrilhas especializadas nos causando incômodo e muita preocupação. Até mesmo a amizade se tornou eletrônica, globalizada. Tomemos o Orkut (comunidade virtual de amigos onde um novo membro pode entrar através de um convite recebido ou pago) para ilustração desse novo tipo de relacionamento. “Meus bons amigos aonde estão?”, como diria Cazuza.

Todavia, o nosso direito de privacidade é quebrado pelo sistema em nome da segurança. Isto é, prestamos contas aos governantes de tudo o que fazemos, mas a transparência da administração pública não ocorre. Talvez porque a “idoneidade” de nossos representantes não seja tão forte para resistir ao conhecimento público de seus atos.

Por fim, possuímos o direito de ter privacidade. Porém, para que esta não cruze o espaço num rastro febril, perdendo o seu significado, devemos educar o nosso povo. A sociedade precisa se conscientizar de que valores como a amizade e o respeito ao próximo são fundamentais para termos um mundo melhor e mais livre. Atenciosamente. (Laurício Cassol Argenta - RG 9.057.478.258 - estudante)

Comentários

Comentários