Tribuna do Leitor

Quando o bronze e a prata valem... muito mais que o ouro


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Há fatos inexplicáveis, mas no esporte algumas modalidades vencedoras são comemoradas sem glórias mesmo com o brilho do ouro, enquanto que outras deveriam ter brilho de constelação pela participação ou pela conquista de uma fantástica medalha de bronze ou de prata.

Analisando as belas marcas atingidas e conquistadas pelos nossos batalhadores atletas nestes Jogos Olímpicos da Grécia (na cidade de Atenas), onde de forma desumana e estúpida os incentivos financeiros variam pelo grau de audiência e ibope de cada modalidade esportiva que participaram da competição, onde a mídia destaca, principalmente a Rede Globo, apenas aquilo que lhe convém e realmente o que convém à Globo não convém aos esportistas do Brasi,l e com um grande show da Band numa cobertura quase completa e perfeita para um bom esportista (dando incentivo a quase todas as modalidades, falhando apenas na qualidade de comentaristas), com patrocínio milionário para determinadas modalidades... e provavelmente por audiência...

Assim, de todas as grandes conquistas, as mais significativas, para o esporte brasileiro, são aquelas que o esforço do atleta é verdadeiramente reconhecido pela luta de um vencedor mesmo na derrota e não quando a vitória vem na obrigação (mesmo sendo os melhores), como as medalhas de ouro do vôlei masculino de praia, de quadra e o iatismo (esporte de elite - nada contra), que têm grandes patrocinadores, principalmente de empresas estatais (dinheiro do povo), como o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobrás etc. Mesmo assim, tantos atletas com tais incentivos vão apenas fazer turismo e não honram nem o brilho maravilhoso das cores do uniforme, pois sabemos que em países desenvolvidos o apoio vem desde a infância na parte educacional e esportiva. Temos que mudar tal conceito para o futuro atlético do Brasil.

Mesmo pelo pouco brilho do ouro, o Brasil teve a melhor performance com recordes entre todas participações olímpicas, temos que aplaudir e estudar novos recursos e formas desses grandes patrocinadores incentivarem de forma maciça todas modalidades esportivas na base da educação, para colhermos muitos frutos futuramente e não aceitar calado o apoio a determinadas modalidades apenas para ibope e faturamento da mídia, sem retorno direto, como por exemplo para a população mais carente e que mais vibra e torce pelas conquistas das medalhas.

Assim, o bronze (maratona) e a prata (futebol feminino, a maioria desempregadas após as Olimpíadas) desses grandes atletas valem muito mais que o brilho de ouro das medalhas de ouro de todos atletas com grandes patrocinadores.

Antonio Donizete Ribeiro de Campos - RG 9.282.898

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