Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

SEMPRE LÍDER

O Santos foi até Caxias do Sul e conseguiu um excelente resultado. Desfalcado de seu principal jogador, o atacante Robinho, que serve a Seleção Brasileira, o Peixe passou pelo Juventude e permanece na liderança com 51 pontos. Mas Mesmo com a vitória no Sul, tem com o quê se preocupar para a próxima rodada, quarta-feira que vem, quando enfrenta o Atlético-PR, na Vila Belmiro. Além de não poder contar com Tapia, na Seleção Chilena, Robinho, na Seleção Brasileira e Paulo César machucado, o time de Vanderlei Luxemburgo também não terá Elano e Deivid, suspensos pelo terceiro cartão amarelo. O Santos fez uma boa partida quarta-feira, mereceu vencer e Ricardinho sobrou em campo.

RARAS EMOÇÕES

Ponte Preta e Palmeiras empataram por 0 a 0, num jogo apenas regular, de raras emoções. Os times pouco criaram e cometeram muitas faltas. No primeiro tempo a Ponte chegou mais ao gol, principalmente em bolas aéreas. No segundo tempo o Palmeiras teve mais volume de jogo, mas não conseguiu criar jogadas. Quando chegou, em chutes sem direção de fora da área, não assustou o goleiro Lauro. O Alviverde soma 48 pontos e está na quarta colocação, enquanto a Ponte Preta tem 46 e vem na cola do Verdão, em quinto.

ENCOSTANDO

No dia de seu 94º aniversário de fundação, o Corinthians venceu o Atlético Mineiro e encostou ainda mais nos primeiros do Brasileirão. A vitória levou o Timão aos 44 pontos, ainda na oitava colocação, oito pontos atrás do líder Santos, quatro atrás do quarto colocado Palmeiras. Foi a segunda vitória consecutiva do Corinthians, que no último domingo venceu o clássico. Já o Galo, com mais uma derrota, permanece com 30 pontos, ainda lutando contra o rebaixamento. A equipe mineira completou 100 dias sem vencer como visitante. No confronto direto entre as duas equipes, o Timão aumenta a sua vantagem. São 16 vitórias, 10 empates e 12 vitórias do Galo.

PREJUÍZO

Em jogo movimentado, com cinco gols, o Coritiba venceu o São Paulo e encerrou uma invencibilidade do Tricolor no Morumbi. O São Paulo teve um grande prejuizo, porque além da derrota em casa, Rogério Ceni perdeu pênalti, Grafite foi expulso de campo e o técnico Cuca deixou o clube.

A BOLA DA VEZ

O nome de Émerson Leão volta a ganhar força no São Paulo, que está sem técnico com a saída de Cuca. Fala-se em Oswaldo de Oliveira, Vágner Benazzi, Abel Braga e Joel Santana, mas Leão deve ser o preferido - é disparadamente melhor do que os outros treinadores citados, apesar de ser muito arrogante.

RECLAMAÇÃO

Deivid engrossou o coro dos companheiros e do técnico Vanderlei Luxemburgo, reclamando das arbitragens nos jogos do Santos. Irritado com os constantes erros contra o time da Vila Belmiro, o atacante chegou a dizer que os árbitros não querem ver o Peixe campeão e ele brigando pela artilharia do Brasileirão.

ALFINETADA

Grafite foi um dos mais mordidos após a derrota do São Paulo para o Coritiba. Expulso e bastante irritado, criticou a postura da torcida, que lhe vaiou o tempo todo. E ainda aproveitou para dar uma alfinetada em Rogério Ceni, dizendo que o pessoal só vê quem faz marketing com a torcida. O principal motivo dessa crítica a Ceni é o fato do goleiro e capitão são-paulino ter criticado Grafite quando ele perdeu um pênalti contra o Criciúma.

MAL-ESTAR

Após a vitória sobre o Internacional, o meia Roger afirmou que, com ele em campo, o time consegue vencer. Ele disse ainda que o Fluminense também tem de saber jogar sem ele, Roger. A declaração do meia-atacante provocou um forte mal-estar nas Laranjeiras.

ESCAPANDO

Um leitor afirmou outro dia, que o Flamengo já estava rebaixado. Discordei, porque o segundo turno estava apenas começando. Ontem, o Rubro-Negro venceu o Vitória por 2 a 0, conseguiu seu terceiro triunfo seguido no Brasileirão e já é o 17º com 32 pontos. Quem vai se afundando é o lanterna Guarani, que perdeu para o Furacão.

VISITA

Vanderlei Cordeiro de Lima, medalhista de bronze nos Jogos de Atenas, foi convidado para receber no mês que vem, uma homenagem na Maratona de Dublin, na Irlanda, país de origem do ex-padre Cornelius Horan, que o agarrou no momento em que ele liderava a maratona.

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