Política

Marechal Rondon não vai à concessão, diz governador

Nélson Gonçalves
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O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou ontem, durante visita a Bauru, que a rodovia Marechal Rondon (SP 300) não será incluída no programa de concessão do Estado de São Paulo.

A Secretaria dos Transportes realizou um estudo para ver a viabilidade da exploração da rodovia pela iniciativa privada. Contudo, Alckmin informou que a concessão implicaria em aumento no valor dos pedágios, o que inviabiliza a alternativa. “Não vamos fazer concessão na Rondon porque teria que aumentar os preços dos pedágios, colocar novas praças e eu não vou fazer isso”, disse o governador logo após desembarcar no aeroporto local para participar de solenidade de encerramento do Seminário da Associação Paulista dos Jornais (APJ), ontem à noite.

Com a determinação de não incluir a SP 300 no programa de concessão do Estado, Alckmin explicou que a recuperação da pista duplicada, sobretudo no trecho entre Bauru e Botucatu, será negociada com a obtenção de recursos externos. “Na Marechal Rondon, eu espero terminar a fase um do programa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) até dezembro. As obras da região eu vou terminar também com o BID, tem de Jaú até a rodovia Washington Luiz e Ibitinga. Então, vamos negociar com o BID a segunda fase do programa, onde queremos incluir o trecho de Bauru até Botucatu e um pouco mais pra frente, os trechos piores, para recapear”, explica.

Alckmin também informou que a duplicação da rodovia Bauru-Marília terá o reinício das obras até o final deste mês. “Até o final deste mês, eu venho a Bauru para colocar todas as máquinas em serviço e começar a duplicação da obra na rodovia Bauru-Marília agora no trecho a partir de Bauru. Não será licitação, já é a obra iniciada”.

Serão pouco mais de R$ 70 milhões para esta fase da duplicação. Depois, o Estado quer duplicar o trecho seguinte até alcançar a parte já duplicada, entre Marília e Vera Cruz, concluindo todo o trecho.

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