Economia & Negócios

Construção deve gerar 2.500 empregos

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

Acompanhando a estabilização da economia e o pequeno avanço da construção civil nos últimos meses, os sindicatos dos trabalhadores do setor e patronal mantêm expectativas positivas para o segundo semestre deste ano. Enquanto o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon) prevê a manutenção do crescimento de cerca de 2%, notado no primeiro semestre, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Bauru e Região aponta que cerca de 2.500 novos postos de trabalho sejam criados até dezembro.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores, Aloísio Costa, a estimativa positiva de criação de novas vagas no setor é motivada pela confirmação de algumas obras de grande e médio porte na região (veja quadro). “Temos boas perspectivas tanto para as grandes empreiteiras como para as empresas pequenas. Notamos um aumento no número de obras de todos os portes na cidade e isso é sinal de uma melhora geral na economia”, indica Costa.

Ele destaca a construção de uma grande indústria alimentícia em Pederneiras, a retomada das obras de duplicação da rodovia Bauru-Marília, a construção de um novo câmpus universitário e a preparação do Linhão de Energia como os principais focos de novos empregos para os trabalhadores do setor.

“Além disso, temos um avanço na construção de clínicas e consultórios, construção e ampliação de galpões para pequenas empresas em Bauru. Há também muitas residências novas nos condomínios fechados que surgiram na cidade no último ano”, lista.

Costa afirma que o primeiro semestre já teve índices positivos na região, com a criação de mais de 1.000 novos postos de trabalho. “Nossa estimativa é de 2.500 a 3 mil vagas até dezembro. A maior parte deve ser voltada a trabalhadores de pequenas empresas, com até 50 trabalhadores, até porque as grandes empreiteiras vêm contratando o serviços de empresas menores para auxiliar nas obras”, diz o diretor sindical.

Já o presidente do Sinduscon, Ralph Ribeiro Júnior, prefere ser mais comedido ao falar das projeções para os próximos meses. Ele ressalta que o primeiro semestre desse ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, teve crescimento de 2% no número de empregos no setor. “Temos de considerar que o ano passado foi péssimo para a construção civil”, observa.

Ribeiro completa que somente metade do crescimento alcançado nos seis primeiros meses é de empregos formais. “O outro 1% é de informalidade. É ótimo que qualquer profissional deixe de estar desempregado, mas não é nas empresas formais, que pagam impostos, e isso se torna um problema que afeta todo o conjunto da sociedade”, enfatiza.

Na opinião do presidente do Sinduscon, há sinais reais de melhora no setor da construção, porém ainda não seria possível afirmar se é um crescimento sustentável. “Pode haver uma reativação do setor em espasmos.” Ele reitera que o surgimento de grandes obras tem reflexos positivos para todas as áreas da economia, e elogia os empreendedores que seguem investindo em Bauru e região, mesmo em períodos de crise.

“São pessoas que arriscam seu pescoço e seu patrimônio em prol da melhoria geral. É claro que ninguém é bonzinho e todo mundo está trabalhando pelo lucro, mas são esses investimentos que fazem a roda girar e ainda trazem benefícios sociais”, argumenta Ribeiro.

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